Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou neste domingo (21/12), durante a reunião do Conselho Econômico Supremo da Eurásia, o conceito estadunidense de “paz pela força”, especialmente a campanha de agressão contra a Venezuela.

Díaz-Canel declarou que “este destacamento aéreo e naval na região e a ameaça de agressão militar contra a Venezuela revelam o propósito imperial, hegemônico e criminoso da administração que atualmente ocupa a Casa Branca”.

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Durante seu discurso, ele se referiu ao aumento das tensões no Caribe, geradas pelas medidas e ações dos Estados Unidos contra a Venezuela, alertando que a nova Estratégia de Segurança norte-americana, que chamou de “corolário Trump” à Doutrina Monroe, agravam os enormes desafios que a humanidade enfrenta.

O Presidente de Cuba condenou veementemente as ações “ilegítimas” e expressou sua sincera gratidão a todas as nações da União Econômica Eurasiática (UEE) pelo apoio contínuo à resolução que exige o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro intensificado que os Estados Unidos impuseram a Cuba.

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Ele também destacou que, apesar da pressão sem precedentes da atual administração norte-americana, uma esmagadora maioria dos países na Assembleia Geral das Nações Unidas apoiou a condenação dessa política.

Cuba denuncia ‘propósito imperial e criminoso’ dos EUA no Caribe
@DiazCanelB

‘Paz pela força’

Díaz-Canel também alertou para a complexa situação global, caracterizada pelo unilateralismo, pelo descumprimento das instituições multilaterais e pela violação dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

Nesse contexto, ele denunciou as contínuas sanções unilaterais destinadas a sufocar as economias e punir populações inteiras. “A aliança entre nossas nações se ergue como um bastião do multilateralismo, da construção de consensos, da cooperação e do diálogo”, afirmou.

“De forma flagrante, o governo dos Estados Unidos está tentando impor a ideia de que o Hemisfério Ocidental é sua esfera de influência exclusiva e promovendo o conceito aberrante de paz pela força”, disse ele.

O presidente cubano enfatizou que essas ações violam a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, bem como os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.

“Cuba denunciou e alertou a comunidade internacional sobre a perigosa e ameaçadora escalada militar no Caribe por parte do governo dos Estados Unidos”, enfatizou.

Os Estados Unidos interceptaram dois petroleiros no Caribe; o primeiro foi apreendido por forças militares norte-americanas na semana passada, enquanto o segundo foi apreendido no último sábado (20/12). A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou que essas ações não ficarão impunes.