Cuba denuncia 'violação gravíssima' do direito internacional em cerco dos EUA à Venezuela
Presidente Miguel Díaz-Canel repudiou bloqueio naval a petroleiros e designação de governo venezuelano como 'organização terrorista estrangeira'
Cuba rejeitou nesta terça-feira (17/12) as novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela, que incluem um bloqueio naval a petroleiros e a designação do governo do presidente Nicolás Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”.
Por meio de sua conta na plataforma X, o presidente Miguel Díaz-Canel rejeitou a medida anunciada por Donald Trump e expressou seu apoio a Caracas.
“Apoiamos firmemente o presidente Nicolás Maduro, a Revolução Bolivariana e Chavista e sua União Popular-Militar. Endossamos integralmente a declaração emitida pelo governo venezuelano .”
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que a medida dos EUA é uma “violação gravíssima do direito internacional e um aumento na escalada da agressão contra o Governo Bolivariano “.
A declaração do governo cubano é uma resposta ao anúncio feito pelo presidente dos EUA, no qual ele declarou a Venezuela uma organização terrorista estrangeira e ordenou um bloqueio total e completo de todos os petroleiros que entram ou saem do país.
Nuestro enérgico rechazo al bloqueo naval del gobierno de #EEUU a #Venezuela.
Apoyamos firmemente al presidente Nicolás Maduro, a la Revolución Bolivariana y Chavista y a su Unión Popular-Militar.
Nuestro total respaldo al comunicado publicado por el Gobierno venezolano. pic.twitter.com/OXyQXFRToJ
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) December 17, 2025
A medida, adotada seis dias após a apreensão de um navio tanque na costa venezuelana, aumenta significativamente a pressão de Washington sobre o governo do presidente Nicolás Maduro.
Os venezuelanos afirmam que, com essa medida, Donald Trump “pretende impor de maneira absolutamente irracional um suposto bloqueio naval militar” com o objetivo de roubar as riquezas minerais e naturais do país.
O governo de Nicolás Maduro afirma que a “verdadeira intenção ” do presidente dos EUA “sempre foi se apropriar do petróleo, das terras e dos minerais do país por meio de gigantescas campanhas de mentiras e manipulação”.
A este respeito, anunciou que procederia, em “estrita observância à Carta da ONU, ao pleno exercício de sua liberdade, jurisdição e soberania sobre essas ameaças belicistas” e que, imediatamente, seu embaixador junto à organização multilateral denunciaria “essa grave violação do direito internacional contra a Venezuela”.
























