Delcy Rodríguez pede unidade nacional contra 'inimigos' que querem 'dividir' a Venezuela
Presidente interina da Venezuela afirmou que resistência contra agressão dos EUA deve se concentrar na preservação da paz, resgate de Maduro e defesa do poder político
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou uma videoconferência com o chamado “exército de comunicadores”, na qual defendeu o fortalecimento da unidade nacional e da comunicação como ferramentas centrais para enfrentar a situação política que o país atravessa.
Rodríguez enfatizou que a Venezuela está vivenciando um “momento de resistência” que exige paciência, prudência estratégica e objetivos claros. Entre eles, destacou três prioridades: preservar a paz da República, resgatar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, e garantir que a Revolução Bolivariana mantenha o poder político para defender o povo.
Em seu discurso, a presidente interina alertou que “a maior vitória do inimigo seria a divisão” e, portanto, enfatizou a necessidade de coesão e lealdade. Ela também reconheceu os esforços dos jornalistas na defesa da verdade sobre a nação, observando que seu trabalho é fundamental para combater a narrativa negativa e manter o moral coletivo.
Rodríguez apelou à confiança na liderança política, mesmo diante de decisões que possam parecer incompreensíveis, assegurando que todas elas decorrem de uma estratégia sólida contra o adversário. “Temos uma superioridade moral e histórica que nos inspira a resistir”, afirmou, reiterando que a unidade absoluta da Revolução é a força motriz da luta.
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A presidente em exercício reiterou os três objetivos fundamentais que orientam o Alto Comando Político, seguindo as instruções do presidente Maduro:
- Preservação da paz: prioridade absoluta para garantir a estabilidade da República diante do cerco;
- Resgate do presidente e da primeira combatente: a quem ela descreveu como “reféns” sob chantagem permanente, lembrando que “eles se declaram em combate lá e nós em combate aqui”;
- Defesa do poder político: como garantia de proteção para setores historicamente excluídos do sistema Punto Fijo;
Rodríguez lembrou que o presidente Maduro preparou o povo para cenários de confronto, enfatizando que a lealdade e a “paciência estratégica” são as ferramentas para avançar rumo à vitória.
Em seu discurso, ela denunciou o que chamou de agressão “selvagem e criminosa” contra a Venezuela, após o bombardeio de Caracas nas primeiras horas de 3 de janeiro pelas forças norte-americanas. descreveu a ação como a travessia de uma “linha roxa” que ameaça o berço de Simón Bolívar, o Libertador.
A presidente alertou que a nação enfrenta um confronto desigual com uma “potência nuclear”, mas afirmou que o povo venezuelano não age por medo, mas sim com a convicção de defender a história e a paz do país. “Estamos em um momento de resistência vitoriosa”, declarou.
Rodríguez enfatizou que essa resistência deve se tornar o pilar da unidade nacional, ressaltando que, apesar da natureza criminosa do ataque, a superioridade moral e histórica do povo venezuelano é o que inspira a defesa da Pátria.























