Segunda-feira, 15 de junho de 2026
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A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou nesta segunda-feira (11/05), durante sua viagem a Haia, que a Venezuela “nunca” considerou se tornar o 51º estado dos Estados Unidos, como sugerido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a captura de Nicolás Maduro.

“Isso jamais seria considerado, porque se há algo que nós, venezuelanos e venezuelanas, temos em comum, é o amor pelo nosso processo de independência, o amor pelos nossos heróis e heroínas da independência”, respondeu Rodríguez ao sair de uma audiência na Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre uma disputa territorial centenária com a Guiana.

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Horas antes, o líder da Casa Branca sugeriu, também na segunda-feira, que um país — desta vez, a Venezuela — pode se tornar o 51º estado dos EUA. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, o presidente norte-americano estaria “considerando seriamente” a possibilidade.

Ainda de acordo com a emissora, o republicano teria citado as reservas de petróleo do país latino-americano, avaliadas em US$ 40 trilhões, como o principal fator por trás da ideia.

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“Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado”, afirmou. “A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu.”

Presidente interina Delcy Rodríguez
Foto: @mincomunicacion_ve

Venezuela não renunciará aos seus direitos legítimos sobre o rio Essequibo

A presidente interina Delcy Rodríguez defendeu com veemência a integridade territorial do país perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, reafirmou a soberania sobre a região do Essequibo e destacou o Acordo de Genebra de 1966 como o único mecanismo válido debidamente depositado nas Nações Unidas para resolver a disputa territorial.

“A Venezuela não renunciará à sua história nem aos seus direitos legítimos, direitos expressamente reconhecidos e preservados no Acordo de Genebra, simplesmente porque a Guiana agora busca, unilateral e oportunisticamente, redefinir a controvérsia”, enfatizou.

Rodríguez afirmou que estava comparecendo perante o tribunal para “levar a voz de um povo profundamente apaixonado por justiça, paz e direito internacional” e acrescentou que “este não é um ato de rebeldia ou desrespeito à Corte Internacional de Justiça”.

Nesse sentido, a presidente foi enfática ao declarar que o que a Venezuela não reconhece é a jurisdição deste órgão para decidir sobre seus assuntos internos. Este tribunal não foi criado para fomentar disputas entre países, mas sim o contrário, acrescentou ela.

Em sua fala, ela também enfatizou que sua presença busca preservar a legalidade diante das ações absurdas e ilegais promovidas por Georgetown, que pretende se esquivar de suas obrigações diplomáticas após a descoberta de jazidas de petróleo em 2015.

(*) com teleSUR