Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A China rejeitou, nesta sexta-feira (12/12), as “sanções unilaterais ilícitas” e a “jurisdição extraterritorial que não têm base no direito internacional” dos Estados Unidos, em relação às medidas restritivas que Washington impôs a seis navios petroleiros após a apreensão de uma embarcação venezuelana no Caribe.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, enfatizou que as medidas do governo Trump “não são autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, o único órgão com capacidade legal para impor sanções”.

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O Irã também condenou a apreensão de um petroleiro venezuelano pela Marinha dos EUA próximo à costa do país sul-americano, descrevendo a operação como um “ato explícito de pirataria estatal”.

Em comunicado divulgado na noite de quinta-feira (11/12), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, condenou a ação militar contra um navio comercial que transportava petróleo venezuelano. O representante enfatizou que a medida dos EUA de apreender e confiscar embarcações comerciais pertencentes a outros países representa um “desrespeito explícito ao direito internacional e uma violação flagrante dos princípios que regem a segurança da navegação internacional”.

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Baqaei sublinhou que invocar as leis internas dos EUA e as sanções ilegais de Washington para justificar a  conduta não pode alterar a “natureza ilegal e criminosa deste roubo armado no mar”.

A autoridade de Teerã ainda alertou que todos os governos e órgãos internacionais “têm a responsabilidade de se opor a tais ações ilegais e de responsabilizar os EUA”.

Posição semelhante foi feita pela Rússia. O ministro das Relações Exteriores de Moscou, Sergey Lavrov, descreveu o sequestro do navio como um “roubo descarado e um ato de pirataria internacional”.

Também disse que a Rússia defende um debate coletivo sobre como combater o narcotráfico e garantir a segurança marítima, evitando ações unilaterais.

Maior porta-aviões do mundo, enviado pelos EUA para pressionar governo da Venezuela
Alyssa Joy/Marinha dos EUA

EUA sequestram navio petroleiro

O navio, apreendido pelas forças norte-americanas na última quarta-feira (10/12) é chamado de Skipper, mas foi homologado em 2022 sob um nome anterior, Adisa, com bandeira panamenha. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, a medida foi executada como resposta ao “desrespeito” da Venezuela em relação às sanções de Washington.

Já na quinta-feira (11/12), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA pretendem confiscar todo o petróleo contido no navio-tanque.

O governo venezuelano classificou a apreensão do petroleiro como “um roubo descarado e um ato de pirataria internacional”. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo conhecidas no mundo, e as exportações de petróleo são a principal fonte de receita do governo.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela ressaltou que a admissão norte-americana confirma que a política de agressão faz parte de um plano deliberado para privar o país de seus recursos energéticos, alegando que o objetivo de Trump sempre foi “ficar com o petróleo venezuelano sem pagar qualquer compensação em troca”, e não enfrentar o narcotráfico.

Sob a bandeira do combate ao tráfico de drogas, a Operação Lança do Sul dos EUA está realizando bombardeios contra embarcações que considera suspeitas, mas sem apresentar provas, resultando em mais de 80 mortes. A própria Organização das Nações Unidas (ONU)  indica que a Venezuela não é uma rota principal de tráfico de drogas para os EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também anunciou ilegalmente o fechamento total do espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela, intensificando uma campanha psicológica de pressão máxima que, aliada a ameaças militares, constitui uma estratégia de mudança de regime com o objetivo de se apropriar de seus recursos naturais.

Diante do aumento das tensões, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, pediu que a América Latina fique “em alerta” em relação ao destacamento militar dos EUA, cujo objetivo, segundo ele, é “subjugar os povos da região” para manter o controle sobre seus recursos.

(*) Com Tasnim News Agency e TeleSUR