Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Mesmo diante de dificuldades para viajar à Venezuela por conta de uma série de voos cancelados, Caracas recebeu, nesta quarta-feira (09/12) a Assembleia dos Povos pela Paz e a Soberania da Nossa América, evento que reúne organizações de diversos países. As atividades do evento ocorrem até quinta-feira (11/12). 

“Hoje, chegaram a Caracas de maneira alegre, firme e solidária mais de 500 companheiros e companheiras dos povos do mundo. Da África, da América do Norte, da América Latina, da Ásia, da Europa e do Caribe. São delegações de mais de 50 países”, disse o chanceler Yván Gil, durante a abertura do evento. 

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A assembleia é organizada pelo Instituto Simón Bolívar e pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Em meio à crescente ameaça dos Estados Unidos contra o país caribenho, um dos objetivos do encontro é o estabelecimento de um movimento mundial em defesa da paz na região. 

Em seu discurso de abertura, Yván Gil disse esperar que “algo concreto saia daqui”. “Que a Assembleia dos Povos seja um espaço não apenas para debater, mas para construir uma estrutura que possa se mobilizar a nível mundial. Se essa escalada do império permanecer sem resposta popular, estaremos diante de um cenário de dominação em toda a América Latina.”

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Nesta quarta-feira (10/12), a programação do evento prevê a divulgação de acordos e conclusões finais e a “leitura do Manifesto de Caracas pela Soberania, a Paz e a Verdade dos Povos.”

Abertura da Assembleia dos Povos pela Paz reúne mais de 50 delegações internacionais
Reprodução/Brasil de Fato/Pedro Pannunzio

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, também esteve presente na abertura do evento. Em sua intervenção, criticou a agressão estadunidense à Venezuela por meio do deslocamento de “22% da força naval do império mais brutal que a história da humanidade já conheceu no mar do Caribe.”

O deslocamento da frota naval estadunidense para perto da costa venezuelana ocorre desde o fim de agosto. No mês seguinte, a Casa Branca deu início às operações de bombardeio contra embarcações, que já deixaram ao menos 87 mortos. 

Essas operações foram alvo de críticas de Rodríguez. “Depois de quatro meses dessa operação de extermínio contra barcos no mar Caribe, o consumo de substâncias ilícitas nos Estados Unidos da América diminuiu?”

O presidente da Assembleia Nacional, em um discurso alinhado às últimas declarações de Nicolás Maduro, afirmou que a Venezuela não quer a “paz dos escravos”, mas, sim, a “paz dos povos soberanos”. 

Ele disse, ainda, que os venezuelanos são “gente de paz”, mas que “caso chegue o momento em que uma agressão ouse entrar no território sagrado da República Bolivariana da Venezuela, tenham a absoluta certeza de que daremos nossa vida.”

Abel Prieto, um dos mais de 60 representantes da delegação de Cuba, afirmou que os cubanos também estão dispostos a lutar pela Venezuela em caso de uma invasão de Washington. 

“Me lembro do que Fidel Castro dizia sobre o Vietnã. Ele disse: ‘Pelo Vietnã estamos dispostos a dar nosso próprio sangue’. Eu posso garantir aqui: Pela Venezuela estamos dispostos a dar nosso próprio sangue”, afirmou o presidente da Casa das Américas, renomada instituição cultural cubana fundada após a Revolução de 1959.