Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Embaixada da Rússia na Venezuela afirmou, nesta terça-feira (23/12), que a informação divulgada pela agência de notícias Associated Press (AP) sobre uma suposta “evacuação” de seus funcionários em Caracas é “completamente falsa e infundada”.

Por meio de um comunicado no Telegram, a embaixada classificou a notícia como “um exemplo de provocação por parte da mídia ocidental”.

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Já o embaixador russo na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, negou categoricamente as informações falsas divulgadas pela AP. “A todos aqueles que tentam macular a Venezuela e a parceria estratégica russo-venezuelana com seu veneno podre, quero dizer que quanto mais corajosa e digna a resistência, mais covarde e infame a agressão”, declarou na rede social X.

À TeleSUR, a autoridade russa relatou que essa não é a primeira vez que a mídia ocidental tenta “expulsar” a Rússia da Venezuela.

“Esse é o sonho deles: ver a Venezuela livre dos russos e privada do apoio estratégico do nosso país ao povo e ao governo venezuelano. É um sonho frustrado e não realizado. Estamos aqui, continuamos trabalhando e lutando juntos! Venceremos”, relatou à correspondente Madelein García.

Melik-Bagdasarov enfatizou que a embaixada russa mantém suas funções diplomáticas em Caracas normalmente, reafirmando a força da relação bilateral e refutando qualquer sugestão de retirada. Nesse sentido, elogiou a determinação do povo e do governo venezuelano diante das pressões externas, ressaltando que “a dignidade nacional é a principal resposta à interferência estrangeira”.

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Russian Presidential Executive Office

Apoio da Nicarágua

Além da Rússia, o governo da Nicarágua também reiterou, na segunda-feira (22/12), seu “firme apoio ao presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e ao povo venezuelano , diante das constantes agressões, ameaças e tentativas de desestabilização promovidas pelo imperialismo e seus aliados regionais”.

Por meio de uma mensagem de solidariedade enviada a Caracas, Manágua condenou veementemente os atos de pirataria, saques e roubo de recursos naturais venezuelanos, bem como as ameaças ou o uso da força contra a integridade territorial do país vizinhando, denunciando também as execuções extrajudiciais ilegais cometidas pelos Estados Unidos.

A carta, assinada pelo co-presidente-comandante Daniel Ortega Saavedra e pela co-presidente Rosario Murillo, expressou o reconhecimento das autoridades nicaraguenses ao compromisso do governo venezuelano com a paz e denunciou ações que ameaçam a soberania venezuelana e a estabilidade da região.

“O povo de Sandino reafirma sua inabalável solidariedade com o povo heróico e inflexível de Bolívar e Chávez ”, afirma a mensagem. No texto, Manágua exige a cessação imediata de todas as agressões norte-americanas, que descreveu como “violações da Carta das Nações Unidas e dos princípios fundamentais do Direito Internacional”.

A mensagem conclui reafirmando o compromisso da Nicarágua com “a defesa da vida, da paz e da prosperidade dos povos da América Latina e do Caribe, e ratifica seu apoio ao processo bolivariano venezuelano sob os lemas históricos de unidade e luta compartilhada”.

(*) Com TeleSUR