Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O Comando Sul dos EUA informou na quinta-feira (04/12) que, sob ordens do Secretário de Guerra Peter Hegseth, as forças militares norte-americanas realizaram um “ataque cinético letal” contra uma pequena embarcação no Oceano Pacífico, resultando na morte de quatro pessoas.

“Em 4 de dezembro, sob a direção do Secretário de Guerra Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta ‘Lança do Sul’ realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação em águas internacionais operada por uma Organização Terrorista Designada”, diz parte da mensagem que a entidade militar publicou em seu perfil no X.

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Também foi relatado que, como resultado do atentado, quatro indivíduos – classificados como “narcoterroristas” – que estavam a bordo do barco morreram.

A organização específica de narcotráfico à qual o barco destruído pertencia, nem a localização exata do ataque, não foram divulgadas. Em vez disso, foi declarado que “informações de inteligência confirmaram que a embarcação transportava narcóticos ilícitos e navegava por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”.

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Sinais

Desde o início de setembro, os EUA atacaram 22 embarcações no Mar do Caribe ou no Oceano Pacífico, causando a morte direta de mais de 80 pessoas e em meio a acusações sobre a ilegalidade dessas ações, produzidas no contexto de uma agressão contra a Venezuela.

Em resposta, o Pentágono defendeu suas ações, afirmando que todos os “ataques cinéticos” realizados pelos Estados Unidos no “Hemisfério Ocidental” foram contra “organizações terroristas designadas” por Washington e “em defesa de interesses nacionais vitais dos EUA”, conforme declarado na terça-feira (02/12) pelo secretário de imprensa da agência, Kingsley Wilson.

Segundo o oficial, as operações militares do Comando Sul — que foram descritas como crimes de guerra e execuções extrajudiciais pela Venezuela e outros países como Cuba, Colômbia, Nicarágua, bem como por especialistas da ONU — “são legais tanto sob a lei dos EUA quanto sob a lei internacional, e todas as ações estão em conformidade com o direito dos conflitos armados”.