EUA atacam mais uma embarcação no Pacífico, matando quatro pessoas
Pentágono alega, sem provas, que ações são legais e contra 'terroristas'; Venezuela e aliados denunciam execuções extrajudiciais
O Comando Sul dos EUA informou na quinta-feira (04/12) que, sob ordens do Secretário de Guerra Peter Hegseth, as forças militares norte-americanas realizaram um “ataque cinético letal” contra uma pequena embarcação no Oceano Pacífico, resultando na morte de quatro pessoas.
“Em 4 de dezembro, sob a direção do Secretário de Guerra Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta ‘Lança do Sul’ realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação em águas internacionais operada por uma Organização Terrorista Designada”, diz parte da mensagem que a entidade militar publicou em seu perfil no X.
Também foi relatado que, como resultado do atentado, quatro indivíduos – classificados como “narcoterroristas” – que estavam a bordo do barco morreram.
A organização específica de narcotráfico à qual o barco destruído pertencia, nem a localização exata do ataque, não foram divulgadas. Em vez disso, foi declarado que “informações de inteligência confirmaram que a embarcação transportava narcóticos ilícitos e navegava por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”.
On Dec. 4, at the direction of @SecWar Pete Hegseth, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel in international waters operated by a Designated Terrorist Organization. Intelligence confirmed that the vessel was carrying illicit narcotics and… pic.twitter.com/pqksvxM3HP
— U.S. Southern Command (@Southcom) December 4, 2025
Sinais
Desde o início de setembro, os EUA atacaram 22 embarcações no Mar do Caribe ou no Oceano Pacífico, causando a morte direta de mais de 80 pessoas e em meio a acusações sobre a ilegalidade dessas ações, produzidas no contexto de uma agressão contra a Venezuela.
Em resposta, o Pentágono defendeu suas ações, afirmando que todos os “ataques cinéticos” realizados pelos Estados Unidos no “Hemisfério Ocidental” foram contra “organizações terroristas designadas” por Washington e “em defesa de interesses nacionais vitais dos EUA”, conforme declarado na terça-feira (02/12) pelo secretário de imprensa da agência, Kingsley Wilson.
Segundo o oficial, as operações militares do Comando Sul — que foram descritas como crimes de guerra e execuções extrajudiciais pela Venezuela e outros países como Cuba, Colômbia, Nicarágua, bem como por especialistas da ONU — “são legais tanto sob a lei dos EUA quanto sob a lei internacional, e todas as ações estão em conformidade com o direito dos conflitos armados”.























