Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O Comando Sul dos EUA informou na segunda-feira (15/12) que realizou ataques contra três supostos “narcobarcos” operados, supostamente, por “organizações terroristas designadas em águas internacionais”.

“Informações de inteligência confirmaram que as embarcações estavam navegando por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Oriental e estavam envolvidas em atividades de narcotráfico”, escreveu a agência em sua conta no Twitter, detalhando que a operação foi realizada sob a direção do Secretário de Guerra, Pete Hegseth.

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A operação deixou um total de oito mortos: três no primeiro barco, dois no segundo e três no terceiro, detalhou a entidade militar.

A agressão dos EUA no Caribe, em resumo:

Desde agosto passado, os EUA mantêm uma força militar significativa na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta contra as drogas. Washington anunciou posteriormente a Operação Lança do Sul, com o objetivo oficial de “eliminar narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os EUA “das drogas que estão matando” seus cidadãos. Além disso, Trump afirmou que, para esse fim, lançará em breve ataques terrestres.

Como parte dessas operações, foram realizados atentados contra supostos navios de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 80 mortes e sem provas de que eles realmente traficavam narcóticos.

Em uma escalada de ações violentas dos EUA na região, militares norte-americanos atacaram um petroleiro na costa da Venezuela. Caracas classificou o ato como um “roubo descarado” e um “ato de pirataria internacional”. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou a situação como “um ato absolutamente criminoso e ilegal” e acusou a Casa Branca de agir “como piratas do Caribe contra uma embarcação mercante, comercial, civil, privada, um navio da paz”.

Washington acusou, sem apresentar provas, o presidente venezuelano de liderar um cartel de drogas e dobrou a recompensa por sua captura.

Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é a “mudança de regime” para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela. “A máscara deles caiu; o narcotráfico é ‘notícia falsa’; é o petróleo que eles querem roubar”, declarou ele após o ataque ao petroleiro que transportava petróleo bruto venezuelano em águas caribenhas.

A ONU e a própria DEA apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para território americano, já que mais de 80% das drogas utilizam a rota do Pacífico.

A Rússia, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e os governos da Colômbia, México e Brasil condenaram as ações dos EUA. Especialistas descrevem os ataques aos navios como “execuções sumárias” que violam o direito internacional.