Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Guarda Costeira dos EUA interceptou um terceiro petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, disseram autoridades norte-americanas à agência de notícias Reuters neste domingo (21/12).

Já a agência de notícias Bloomberg informou, citando fontes anônimas, que se trata do petroleiro Bella 1, de bandeira panamenha, sancionado pelos EUA e que estava a caminho da Venezuela para carregar.

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Se confirmada, essa seria a segunda operação do tipo neste fim de semana e a terceira em menos de duas semanas, depois das abordagens do petroleiro Centuries neste sábado (20/12) e do Skipper em 10 de dezembro.

As autoridades, que falaram com a Reuters sob condição de anonimato, não deram informações sobre onde a operação aconteceu.

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Bloqueio naval

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na semana passada um “bloqueio total e completo” a todos os petroleiros sujeitos a sanções que entram e saem da Venezuela, o que eleva a pressão sobre o regime do presidente Nicolás Maduro.

“Os Estados Unidos continuarão a perseguir o movimento ilícito de petróleo embargado que é usado para financiar o narcoterrorismo na região. Nós vamos encontrar e parar vocês”, disse no sábado a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, ao anunciar a apreensão do Centuries.

Desde a primeira apreensão, as exportações de petróleo bruto venezuelano caíram drasticamente. Algumas empresas, principalmente a Chevron, dos EUA, transportam petróleo venezuelano em seus próprios navios autorizados.

Petroleiro Centuries foi o segundo abordado pela Guarda Costeira dos EUA
US Secretary of Homeland Security Kristi Noem/X

Impacto sobre o mercado

A China é a maior compradora do petróleo venezuelano, que representa cerca de 4% de suas importações. Os embarques em dezembro estão a caminho de atingir uma média de mais de 600 mil barris por dia, segundo analistas.

Por enquanto, o mercado de petróleo está bem abastecido e há milhões de barris de petróleo em navios-tanque na costa da China aguardando para serem descarregados.

Se o embargo permanecer em vigor, a perda de quase 1 milhão de barris por dia de fornecimento de petróleo bruto provavelmente elevará os preços do petróleo.

Estima-se que a Venezuela tenha reservas de petróleo de cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mais do que qualquer outra nação.