EUA planejam interceptar navio petroleiro que escapou do bloqueio
Embarcação Marinera trafega com bandeira russa e continua na mira das forças norte-americanas, após o ataque na Venezuela
A interceptação de navios petroleiros que transportam petróleo venezuelano continua nos planos dos Estados Unidos, mesmo após o ataque contra a Venezuela, ocorrido no último sábado (03/01).
Segundo reportagem da CBS News, que ouviu oficiais da inteligência norte-americana, o petroleiro Marinera, que escapou da interceptação no mês passado, sob o nome Bella 1, continua na mira dos Estados Unidos.
A embarcação navegava sob bandeira do Panamá e encontra-se sancionada pelo Departamento do Tesouro, desde 2024, por comercializar petróleo iraniano, país sancionado pelos Estados Unidos. Os oficiais disseram ao jornal que o objetivo é apreender o navio e não afundá-lo.
Agora, informa a CBS News, a embarcação trafega sob bandeira russa, o que pode provocar atritos com Moscou, que já pediu oficialmente para que os Estados Unidos cessem as tentativas de interceptar a embarcação. A reportagem destaca que, no Registro Marítimo de Navegação da Rússia, o navio consta como atracado na costa oeste do Mar Negro.
Apesar dos pedidos da Rússia, os dois oficiais ouvidos pelo jornal afirmam que o procedimento pode ocorrer ainda nesta semana, mas também ponderaram que como qualquer ação, ela pode ser arquivada.

EUA planejam interceptar navio petroleiro que escapou do bloqueio
US Secretary of Homeland Security Kristi Noem/X
Bloqueio naval
O bloquei naval aos petroleiros na Venezuela teve início em 16 de dezembro. Até agora, dois navios foram apreendidos: o Skipper que seguia para a China, com bandeira da Guiana, em 10 de dezembro; e o Centuries, detido dez dias depois.
Na época, as autoridades Venezuelas classificaram as ações de “roubo” e “ato de pirataria”. A Casa Branca, no entanto, alegou que as embarcações compõem uma frota ilegal de transporte de petróleo de países sancionados, como a Rússia, o Irã e a Venezuela.
Segundo reportagem do New York Times, no último sábado (03/01), dia do ataque norte-americano contra Caracas, pelo menos 16 petroleiros, atingidos pelas sanções dos EUA, disfarçaram suas verdadeiras localizações ou desligaram seus sinais de transmissão, evitando um grande bloqueio.























