Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A líder da oposição venezuelana María Corina Machado, aliada próxima do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, reivindicou que o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, adversário de Nicolás Maduro nas eleições de 2024, assuma o poder na Venezuela “imediatamente”. Trata-se da primeira declaração dada pela deputada cassada neste sábado (03/01), após o ataque de Washington ao país sul-americano e o consequente sequestro do líder bolivariano.

Por meio de comunicado, Corina Machado, premiada como Nobel da Paz em 2025 apesar das tentativas de golpe de Estado e apoio ao intervencionismo norte-americano, celebrou o que considerou a chegada da “hora da liberdade”.

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“Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem”, afirmou.

Inelegível e impossibilitada a ocupar cargos públicos por 15 anos por determinação da Corregedoria-Geral da República em 2023, no último pleito presidencial na Venezuela, realizado em julho de 2024, Corina Machado indicou González Urrutia para disputar o Executivo. Apesar da vitória esmagadora de Maduro, a oposição de extrema direita acusou, sem provas, que as eleições teriam sido fraudadas.

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“Aos venezuelanos que residem no país, estejam prontos para pôr em prática o que muito brevemente será comunicado a vocês via nossos canais oficiais”, acrescentou a ex-deputada golpista.

Em uma publicação no X, o presidente da Argetina, Javier Milei, comemorou o sequestro ilegal de Nicolás Maduro pelas forças militares norte-americanas. “A liberdade avança, viva a liberdade”, escreveu. O argentino publicou um vídeo antigo durante um encontro no Mercosul em que criticava o mandatário venezuelano. Milei chama a Venezuela de um “ditadura atroz e desumana do narcoterrorista Nicolás Maduro”, dizendo que o país “estende uma zona obscura na região”.

Santiago Peña, presidente do Paraguai, que recentemente realizou um acordo militar com a Casa Branca, declarou em uma publicação no X que “sempre manteve um compromisso inabalável com a democracia”. No entanto, celebrou a queda de Maduro “como uma boa notícia”.

“O Paraguai oferece à comunidade internacional sua cooperação e experiência para facilitar a mudança de regime rumo a um que respeite plenamente as liberdades e os direitos. Estamos ao lado do povo venezuelano, que merece viver dias melhores em democracia, liberdade e paz”, afirmou.

O presidente eleito chileno de extrema direita e apoiador do ditador Pinochet, José Antonio Kast, declarou que o sequestro ilegal de Maduro é uma “ótima notícia para a região”. Mesmo sem provas, Kast também disse que “sua permanência no poder, sustentada por um narco regime ilegítimo, expulsou mais de 8 milhões de venezuelanos e desestabilizou a América Latina por meio do tráfico de drogas e do crime organizado”.

Por sua vez, o presidente do Equador, Daniel Noboa, celebrou a agressão norte-americana em solo venezuelano. Em publicação, mencionou Corina Machado e González Urrutia, afirmando ser a “hora de recuperar” o país e compartilhando o seu apoio para isso.

“Todos os narcotraficantes chavistas enfrentarão o seu dia de acerto de contas. Toda a sua rede acabará por ruir em todo o continente. Para María Corina Machado, Edmundo González Urrutia e o povo venezuelano: é hora de recuperar seu país. Vocês têm um aliado no Equador”.