Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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O deputado da Assembleia Nacional venezuelana e filho de Nicolás Maduro, ⁠Nicolás Ernesto Maduro Guerra, disse ser necessário uma união mundial para combater a ideologia dos Estados Unidos. “O que aconteceu na Venezuela foi uma invasão, uma agressão e mensagem ao mundo inteiro. Precisamos nos unir para combater essa ideologia perigosa que quer implementar através da força”.

A fala ocorreu durante a reunião da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA-TCP) nesta quinta-feira (22/01). Segundo ‘Nicolasito’, como é conhecido, é preciso difundir essa mensagem e promover a máxima mobilização permanente entre todos os povos do mundo. “Eles [EUA] querem privatizar o direito internacional”, disse.

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Sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, os EUA lançaram uma agressão militar maciça em 3 de janeiro contra o território venezuelano, afetando Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As áreas visadas eram, em sua maioria, locais militares, abrigando sistemas de defesa aérea e infraestrutura de comunicações, embora áreas urbanas também tenham afetadas, resultando em vítimas civis.

A operação sequestrou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York.

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O deputado afirmou que a população segue indignada diante do sequestro e que as mobilizações continuam, sendo uma expressão clara de resistência contra o imperialismo.

Foto: Assessoria de Imprensa da Presidência.

Caracas é o primeiro passo em uma estratégia mais ampla para garantir o controle dos EUA sobre o hemisfério e inclinar a balança global de poder em favor de Washington
Foto: Assessoria de Imprensa da Presidência.

“Até na rua as pessoas da oposição rejeitam o sequestro do presidente Maduro, rejeitam a intervenção. Em Caracas, as pessoas estão trabalhando, estão na rua, fazendo os seus deveres, trabalhando, mas tem um sentimento nacional de indignação pela agressão militar e o sequestro do presidente e da primeira dama”, disse.

‘Nicolasito’ convocou uma mobilização para 3 de fevereiro, exigindo a libertação de Maduro e de Flores. “Eu acho que seria bom que, nos consulados dos Estados Unidos, a gente fizesse uma passeata em cada país. Então, podemos ir preparando isso”.

Autodeterminação dos povos

O ex-ministro-chefe da Casa Civil durante o primeiro governo Lula, José Dirceu, também participou da reunião e defendeu a soberania da Venezuela e corroborou a campanha pela liberdade imediata do presidente Maduro e de sua esposa.

“Nós, aqui no Brasil, não temos dúvida do que aconteceu na Venezuela. A nossa constituição é clara. Está escrito nos seus fundamentos a independência e a autodeterminação dos povos, a não intervenção nos assuntos internos de outros países e estados. A solução dos conflitos internacionais é mediante a negociação, a negação da guerra e a busca da paz”, disse.

O político brasileiro relembrou da tentativa de golpe de Estado que o país sofreu em janeiro de 2023 e da intervenção direta dos Estados Unidos por meio do tarifaço contra o Brasil e de uma tentativa de intervenção nos nossos assuntos internos. “Mas nós resistimos”, afirmou.

O presidente Lula com a sua diplomacia ativa avançou para a solução do conflito conforme a Carta Internacional das Nações Unidas e nossa Constituição. Somos solidários com o povo venezuelano e acreditamos que este espaço, assim como as manifestações e articulações políticas são necessários para exercer a liberdade de Maduro e Flores e contra a intervenção em assuntos soberanos”.

José Dirceu apelou para a capacidade de resistência e luta dos povos e afirmou que “devemos buscar a integração do Sul, da América Latina e do Caribe”.