Sábado, 17 de janeiro de 2026
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A proposta de US$ 100 bilhões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a exploração dos recursos petrolíferos da Venezuela foi recebida com frieza pelas gigantes do setor petrolífero, segundo reportagem do New York Times. Os executivos mantiveram cautela durante uma reunião ocorrida na Casa Branca, nesta sexta-feira (09/10).

Embora pressionados por Trump, eles se recusaram a assumir investimentos dessa magnitude em meio à atual crise aberta na Venezuela e o histórico de expropriações do país sul-americano. “Já tivemos nossos bens apreendidos lá duas vezes, então você pode imaginar que reentrar uma terceira vez exigiria mudanças bastante significativas”, disse o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods.

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“Hoje, é impossível investir na Venezuela”, acrescentou. Para que a empresa retornasse, Woods afirmou que seriam necessárias “mudanças significativas nas estruturas comerciais, no sistema jurídico” e “proteções duradouras para os investimentos”. Ele também exigiu alterações nas “leis de hidrocarbonetos” do país.

O CEO da maior empresa petrolífera dos Estados Unidos, no entanto, disse que poderia enviar uma equipe exploratória e manifestou confiança de que essas mudanças possam ser implementadas “com o presidente Trump trabalhando em conjunto com o governo venezuelano”.

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World Economic Forum / Wikimedia Commons

Pressão

A ConocoPhillips, que busca uma indenização de US$ 12 bilhões, pelos ativos nacionalizados pela Revolução Bolivariana duas décadas atrás, recusou a proposta. “Já foi descartado”, disse o CEO da empresa, Ryan Lance.

A Chevron, que manteve operações na Venezuela, ocupa posição singular no país. Seu vice-presidente, Mark Nelson, participou da reunião e disse que a empresa espera ampliar sua produção local em cerca de 50% nos próximos dois anos.

Como destaca NYT, Trump se nega a investir dinheiro público no projeto, afirmando que poderá dar garantias de “segurança total” em relação ao país. Ele afirma que as gigantes do petróleo “não precisam de dinheiro do governo, mas sim de proteção”.

Durante a reunião, o republicando chegou a pressionar os executivos: “se não quiser entrar [na Venezuela], é só me avisar, porque tenho 25 pessoas que não estão aqui hoje, mas estão dispostas a ocupar seu lugar”. Segundo o jornal, até aliados do presidente norte-americano, como o magnata do petróleo, Harold Hamm, manifestaram reservas: “a Venezuela tem seus desafios”, disse ele.