Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo dos Estados Unidos atualizou nesta quarta-feira (03/12) um comunicado alertando os norte-americanos para que não viajem à Venezuela, nem permaneçam no país caribenho em meio às tensões entre ambos os países. A nota aconselha que todos os cidadãos dos EUA e residentes permanentes legais devem partir “imediatamente”.

Sem levar em consideração as agressões promovidas por Washington no mar do Caribe e as ameaças contra o governo de Nicolás Maduro, o aviso publicado no site do Departamento de Estado norte-americano citou, sem explicações, o que considera “um alto risco de detenção injusta, tortura, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, crime, agitação civil e infraestrutura de saúde precária”.

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A notificação é feita uma semana depois que o presidente Donald Trump alertou que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado “totalmente fechado”. Anteriormente, os Estados Unidos já haviam emitido um alerta para que empresas de aviação evitassem sobrevoar a área.

A FAA (Administração Federal de Aviação) já havia alertado companhias aéreas sobre os riscos de sobrevoar o país caribenho diante da escalada de tensões na região. Empresas como Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol anunciaram a suspensão das atividades na área, enquanto outras continuam operando, como a Boliviana de Aviación e a Satena.

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“O governo dos EUA não tem capacidade para fornecer serviços de emergência ou assistência consular a cidadãos norte-americanos na Venezuela”, diz o comunicado, ao lembrar que a Casa Branca retirou a embaixada norte-americana em março de 2019.

“Qualquer pessoa com cidadania norte-americana ou qualquer outro status de residência norte-americana na Venezuela deve deixar o país imediatamente, incluindo aqueles que viajam com passaporte venezuelano ou estrangeiro. Não viaje para a Venezuela por nenhum motivo”, acrescenta.