Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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A ameaça lançada por Donald Trump contra os presidentes Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum provocou uma rejeição imediata em vários setores internacionais, com especial destaque para o pronunciamento do Grupo Puebla.

Em um comunicado divulgado em seu perfil no X, a organização alertou que “essas expressões buscam intimidar governos democraticamente eleitos e reinstaurar uma lógica de coerção incompatível com a coexistência pacífica entre estados soberanos”.

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O documento foi publicado após o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores em Caracas, um evento que gerou comoção regional na sequência de atentados contra alvos militares com o objetivo de desestabilizar as Forças Armadas venezuelanas.

Segundo o texto, “estes acontecimentos constituem uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do princípio que proíbe o uso da força”.

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Trump justificou suas declarações dizendo que era necessário agir para combater a proliferação de drogas no México. Em resposta, a presidente Claudia Sheinbaum reiterou que “o México é livre, independente e soberano, e o povo governa lá”, enfatizando que seu país está disposto a cooperar com os Estados Unidos, mas sem aceitar subordinação ou intervenção.

No caso da Colômbia, Trump acusou o presidente Gustavo Petro de fazer parte de uma nação “muito doente”, associando-o ao uso de drogas e classificando o país como patrocinador do tráfico ilícito de drogas.

Sheinbaum e Petro contam com o apoio incondicional do Grupo Puebla, especialmente num contexto em que a América Latina e o Caribe são reconhecidos como uma zona de paz que respeita a soberania de cada nação e promove, sobretudo, a não intervenção e a rejeição da interferência em assuntos estritamente governamentais.

A declaração concluiu com um apelo à comunidade internacional e aos órgãos legislativos para que garantam o respeito aos direitos humanos e atuem em sua defesa. Além disso, reiterou que a América Latina não aceita ultimatos.