Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Sem mencionar os Estados Unidos, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva alertou neste sábado (20/12) que uma intervenção armada na Venezuela seria “uma catástrofe humanitária”. A declaração foi dada durante o discurso de abertura da cúpula do Mercosul.

“As verdadeiras ameaças à nossa soberania não são de outra natureza. Elas se apresentam hoje sob a forma de guerra, das forças antidemocráticas e do crime organizado. Passadas mais de quatro décadas após a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano está novamente assolado pela presença militar de uma potência extrarregional”, denunciou.

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O chefe de Estado brasileiro ainda acrescentou que “os limites do direito internacional estão sendo testados”. “Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, declarou.

Na quinta-feira (18/12), pelo menos cinco aeronaves militares sobrevoaram as proximidades do país caribenho. Nesse mesmo dia, o presidente norte-americano Donald Trump declarou não descartar uma guerra contra a Venezuela. 

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva alertou que uma intervenção armada na Venezuela seria “uma catástrofe humanitária”
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde setembro, a Casa Branca tem mobilizado suas forças militares no mar do Caribe e do Pacífico atacando embarcações, em sua maioria, venezuelanas, sob o pretexto de se tratar de um mecanismo de combate ao tráfico de drogas na região. Entretanto, a comunidade internacional denunciou que a ação norte-americana prevê, na realidade, a derrubada do governo de Nicolás Maduro.

No começo de dezembro, Washington apresentou uma nova estratégia de segurança nacional que visa intensificar suas políticas intervencionistas no continente sul-americano, concentrando a sua presença militar na região. O documento intitulado “Estratégia de Defesa Nacional” destaca com as suas próprias palavras que o foco é “restaurar a supremacia norte-americana” na América Latina.

Nesta semana, o republicano designou o governo da Venezuela uma “organização terrorista estrangeira”, e afirmou que seu país cercou “completamente” o território venezuelano por mar, negando-se a retirar suas tropas até que a nação sul-americana devolva supostos bens que, segundo ele, “roubou” de Washington.

Até o momento, o Itamaraty não se posicionou oficialmente sobre os recentes ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela. Fontes consultadas por Opera Mundi informaram que o Brasil adota uma posição “mais cautelosa” sobre o assunto, mas que o Planalto repudia qualquer escalada que possa levar a um conflito militar na fronteira norte do país.