Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Durante a conferência de imprensa desta segunda-feira (05/01), o porta-voz iraniano do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei, declarou que o Irã “não está ligado a indivíduos, mas a princípios”, e afirmou que “o sequestro do presidente de um país não é motivo de orgulho nem é legal”.

Ele também disse que o conflito diz respeito a todos os Estados-membros da ONU preocupados com as violações dos princípios internacionais. Alertou que as infrações ao direito internacional, se não forem combatidas, encorajarão ainda mais os infratores.

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“O presidente da Venezuela deve ser libertado”, enfatizou Baqaei, observando que muitos países já se posicionaram sobre o assunto e que o secretário-geral da ONU tem a responsabilidade de salvaguardar a Carta das Nações Unidas. Ele alertou que a falta de uma reação “clara e explícita” acabaria por afetar toda a comunidade internacional.

A violação da soberania nacional de um país é injustificável e contradiz todos os padrões aceitos”, acrescentou, reiterando que o precedente estabelecido teria repercussões para toda a comunidade internacional.

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Após meses de ameaças e táticas de pressão, os EUA bombardearam a Venezuela no sábado (03/01) e sequestraram seu presidente, Nicolás Maduro, que foi preso e levado para uma prisão federal em Nova York, onde será julgado nesta segunda-feira (05/01).

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Ministry of Foreign Affairs of the Islamic Republic of Iran

Alerta de guerra contra o Irã

Horas depois que a Casa Branca anunciou o sequestro do presidente venezuelano, o político israelense da oposição, Yair Lapid, fez um alerta a Teerã: “O regime iraniano deve prestar muita atenção ao que está acontecendo na Venezuela”, escreveu no X.

Embora as tensões de Washington com Caracas e Teerã tenham históricos e dinâmicas diferentes, analistas afirmam que a ação de Trump contra Maduro aumenta as chances de guerra com o Irã. “Uma nova onda de anarquia torna tudo menos estável e a guerra mais provável”, disse Jamal Abdi, presidente do Conselho Nacional Iraniano-Americano (NIAC).

“Quer Trump se encante com a ideia de uma mudança de regime ‘cirúrgica’, quer dê a Netanyahu o aval dos EUA para ações semelhantes, é difícil não perceber como isso impulsiona os muitos atores que pressionam por uma nova guerra com o Irã”, acrescentou Abdi, em declarações à emissora catari Al Jazeera.

Leia | Trump fala em perdão a Netanyahu, ameaça Irã e recebe maior prêmio de Israel

O analista acrescentou que o sequestro de Maduro poderia levar o Irã “a fazer algo que desencadeie uma ação militar”, incluindo o desenvolvimento de sua própria força de dissuasão militar ou a antecipação de ataques dos EUA ou de Israel.

Paralelamente, na noite de domingo (04/01), Trump disse a repórter a bordo do Air Force One que o Irã seria atingido “muito duramente” se mais manifestantes fossem mortos durante os protestos contra a deterioração das condições de vida.

“Estamos acompanhando a situação de perto, e se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que vão receber uma resposta muito forte dos Estados Unidos”, declarou.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu nesta segunda-feira (05/01): “Declarações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e de autoridades norte-americanas linha-dura sobre a situação interna no Irã promovem o terrorismo e a violência. A entidade sionista está à espera de qualquer oportunidade para atacar a nossa unidade nacional.”