Lavrov denuncia EUA por 'invasão armada brutal' ao sequestrarem Maduro
Ministro das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que ameaças seguem contra Cuba e outros países da região da América Latina e do Caribe: 'não existem mais regras no cenário mundial'
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou nesta terça-feira (20/01) que o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela em 3 de janeiro foi uma “invasão armada brutal”.
“Testemunhamos eventos sem precedentes, uma brutal invasão armada dos Estados Unidos na Venezuela, com dezenas de mortos e feridos, testemunhas da captura e sequestro do presidente legítimo Nicolás Maduro e sua esposa (Cilia Flores)“, disse Lavrov durante sua conferência anual para anunciar os resultados da diplomacia russa em 2025, realizada em Moscou.
🔴 #LIVE: News conference of the Minister of Foreign Affairs of Russia Sergey Lavrov on the Russian diplomacy outcomes in 2025 https://t.co/a02pewNFL9
— MFA Russia 🇷🇺 (@mfa_russia) January 20, 2026
O ministro das Relações Exteriores também observou que “juntamente com essas ações, estamos vendo ameaças contra Cuba e outros países da região da América Latina e do Caribe“.
Lavrov também reconheceu que a Rússia está “profundamente” preocupada com as evidentes tentativas “de forças externas para desestabilizar a situação política interna no Irã”.
O governo Trump lançou uma agressão militar em território venezuelano em 3 de janeiro, que afetou Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Na operação, o presidente Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram sequestrados e levados para Nova York.
O ataque militar deixou um saldo de cem mortos e um número semelhante de feridos, de acordo com a contagem feita pelas autoridades do país sul-americano.
Na conferência de imprensa de terça-feira, Lavrov afirmou que “não existem mais regras no cenário mundial, é um jogo de ‘quem for mais forte está certo”.




















