Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
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O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou à Cidade do Panamá na tarde de terça-feira (27/01) para participar da segunda edição do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe 2026, onde reiterou sua posição de respeito à autodeterminação do povo venezuelano e condenou a recente intervenção militar dos EUA em território venezuelano.

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente brasileiro afirmou ter conversado duas vezes com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mas se recusou a dar detalhes sobre o conteúdo das conversas, explicando que “ela estava muito preocupada com os acontecimentos recentes”. Lula acrescentou: “Falarei com a presidente Delcy em breve; espero que ela possa atender ao pedido”.

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O líder sul-americano enfatizou que “é importante que o presidente Trump permita que a Venezuela salvaguarde sua soberania e proteja seus interesses democráticos”, ao mesmo tempo em que pediu calma diante dos recentes acontecimentos. “Precisamos ter paciência, porque o próprio povo venezuelano encontrará uma solução para o povo venezuelano. Não será o Brasil, não serão os EUA, será a Venezuela”, ressaltou o presidente brasileiro.

Recentemente, Lula da Silva também expressou sua indignação com o ataque militar dos EUA que deixou pelo menos 100 mortos e resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. “Todas as noites me indigna o que aconteceu na Venezuela… esses caras entram na Venezuela à noite, invadem a base militar onde Nicolás Maduro está hospedado e levam Maduro embora. Quer dizer, é inaceitável; é uma falta de respeito pela integridade territorial de um país”, declarou o presidente, tendo reafirmado essa posição dias antes durante a cerimônia de encerramento do Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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O presidente brasileiro enfatizou a vocação pacifista da América Latina, afirmando que “a América do Sul é um território de paz; não temos armas nucleares, nem bombas atômicas, apenas pessoas pobres que querem trabalhar”, e acrescentou: “Não queremos guerra. O que temos a mostrar a eles é o nosso caráter e a nossa dignidade”.

Na frente diplomática, Lula manteve uma conversa telefônica de 50 minutos na segunda-feira (25/01) com o presidente dos EUA, Donald Trump, focada na preservação da paz regional e no bem-estar do povo venezuelano. Na arena multilateral, o presidente brasileiro propôs que o Conselho de Paz proposto pelos Estados Unidos seja limitado ao conflito na Faixa de Gaza e inclua a participação palestina no mecanismo.

Também na terça-feira (27/01), ele conversou com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, com quem condenou conjuntamente o ataque militar contra a Venezuela, classificando-o como uma flagrante violação do direito internacional, segundo comunicado divulgado pelo governo brasileiro. Ambos os líderes concordaram em fortalecer as Nações Unidas e desenvolver iniciativas de paz alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança.

Lula da Silva é o convidado de honra do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e pelo governo panamenho. O evento reúne oito líderes regionais e aproximadamente 2.500 participantes. O fórum abordará os desafios e as oportunidades para promover o crescimento, a inclusão e a competitividade na região por meio do diálogo e da cooperação.