Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em meio às crescentes ameaças feitas pelo governo dos Estados Unidos contra seu território, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, conversou por telefone com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, nesta quarta-feira (17/12), e alertou sobre as “graves implicações para a paz regional” se um ataque ao território venezuelano fosse concretizado.

Em comunicado, o governo da Venezuela ressaltou que a conversa entre Maduro e Guterres tratou da mensagem publicada no dia anterior, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do bloqueio a todos os navios petroleiros venezuelanos, qualificando esse cenário como uma “escalada de ameaças” contra o país, por parte de Washington.

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Nesta terça-feira (16/12), Trump afirmou, em publicação nas redes sociais, que “a Venezuela está cercada pela maior força naval já reunida na história da América do Sul”, e que pretende manter tal postura “até que (a Venezuela devolva todo o petróleo, terras e outros bens que roubou (supostamente, dos Estados Unidos)”.

O comunicado venezuelano relata que Maduro teria dito a Guterres que a postagem de Trump foi “uma expressão de natureza abertamente colonial”.

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Nacionalização de 1976

Ademais, o documento agrega a declaração feita nesta mesma quarta-feira pelo vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, argumentando que o “roubo” mencionado por Trump em sua mensagem seria uma referência à nacionalização do petróleo na Venezuela, em 1976.

Em seu comentário, Miller também disse que “os Estados Unidos criaram a indústria petrolífera da Venezuela e a nacionalização de 1976 por Caracas foi o maior roubo que já sofremos como país em nossa história”.

A Venezuela afirma que as declarações feitas por Trump e Miller “devem ser categoricamente rejeitadas pelo sistema da ONU, pois constituem uma ameaça direta à soberania, ao direito internacional e à paz”.

Em outro momento da conversa com Guterres, segundo o relato do governo venezuelano, Maduro acusou os Estados Unidos de “promoverem um cerco político, diplomático e econômico contra a Venezuela, além da intensificação de uma campanha de falsidades e ameaças militares”.

Presidente da Venezuela conversou por telefone com secretário-geral da ONU sobre ameaças dos EUA
Ministério da Ciência e Tecnologia da Venezuela

Ainda segundo o comunicado venezuelano, Guterres teria dito a Maduro que a ONU “honrará seu compromisso com o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas”.

O secretário-geral também teria pedido ao mandatário venezuelano “evitar qualquer escalada ou confronto” e assegurado que o organismo internacional vai “monitorar a situação e apoiar seu tratamento no Conselho de Segurança, promovendo a desescalada e priorizando sempre a diplomacia, o diálogo e a solução pacífica de controvérsias”.

Com informações de TeleSur.