Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo direto ao público brasileiro para que se mobilize contra os ataques do governo Trump à soberania do país caribenho. A declaração, realizada em seu programa «¡Maduro Live De Repente!, ocorre em meio às ameaças de Washington contra o país.

Usando um ‘portunhol’ carregado, o líder venezuelano pediu à população do Brasil apoie a “luta pela paz e soberania” de seu país e que vá às ruas em defesa da soberania venezuelana.

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Durante a gravação, Maduro recebeu de um dos convidados um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Com o acessório em mãos, ele agradeceu ao movimento social brasileira, afirmando que “a luta continua e a vitória nos pertence”.

“Muito obrigado Brasil, muito obrigado MST. A luta continua. A vitória nos pertence. Viva a unidade do povo do Brasil. Viva a unidade com o povo venezuelano. Povo do Brasil, saiam às ruas para apoiar as pessoas das Venezuela e a luta pela paz e soberania. Estou falando para vocês toda a verdade: temos direito à paz com soberania. Viva o Brasil”, disse Maduro (confira o vídeo).

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Reprodução vídeo / Presidência da Venezuela

Ataques

A declaração ocorre após novos desdobramentos envolvendo os Estados Unidos no Caribe. Nesta quinta-feira (04/12), as Forças Armadas norte-americanas realizaram mais um ataque no oceano Pacífico, matando quatro pessoas. Ao todo, 23 embarcações já foram alvo da operação, somando mais de 80 mortos.

O novo ataque ocorre em meio às investigações, solicitadas por congressistas republicanos e democratas  contra o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Ele é acusado de cometer um crime de guerra, após ordenar um segundo ataque contra náufragos de uma das embarcações atingidas, em 2 de setembro.

A presença militar norte-americana vem escalando desde setembro, sob a alegação de combate ao  narcotráfico. A Casa Branca já enviou à região o porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), caças F-35, pelo menos oito navios de guerra e 15.000 soldados americanos, mantendo as atividades militares coordenadas em Porto Rico, Trinidad e Tobago e República Dominicana.