Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, revelou na quarta-feira (03/12) detalhes de uma conversa telefônica “respeitosa e cordial” com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que ocorreu há aproximadamente dez dias. O líder venezuelano defendeu o diálogo entre os Estados como um caminho para a paz e a diplomacia, em meio às crescentes ameaças e ao destacamento militar dos EUA próximo à costa venezuelana.

Maduro explicou que a ligação partiu da Casa Branca e foi direcionada ao Palácio de Miraflores. Ele enfatizou seu compromisso com a prudência diplomática, aprendida durante seus anos como ministro das Relações Exteriores e sob a orientação do Comandante Hugo Chávez, preferindo a discrição em assuntos de grande importância. “Quando há coisas importantes, elas devem ser feitas discretamente. Até que aconteçam”, afirmou o Chefe de Estado.

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O presidente Maduro afirmou que, se essa ligação telefônica significar um progresso rumo a um diálogo respeitoso entre a Venezuela e os Estados Unidos, a diplomacia será bem-vinda. “Os Estados Unidos, todo o seu povo, a sua juventude, estão cansados ​​de guerras intermináveis”, enfatizou o presidente, observando que esses conflitos moldaram o psicológico coletivo do povo americano, citando exemplos como Vietnã, Iraque, Afeganistão e Líbia.

Nesse contexto, o presidente invocou o espírito do “Exército Unido de Libertação do Século XXI”, observando que a luta pela soberania e independência permanece relevante. Ele relembrou a resistência histórica da Venezuela durante a emancipação, recordando uma carta do general espanhol Pablo Morillo ao Rei da Espanha. Nela, Morillo expressava sua preocupação com a tenacidade do povo venezuelano diante da colonização, referindo-se a eles como “feras resolutas”.

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Maduro afirmou que “eles não só foram incapazes de nos subjugar, como os expulsamos de toda a América do Sul, unidos aos nossos irmãos colombianos, panamenhos, equatorianos, peruanos, argentinos, uruguaios, chilenos e bolivianos”. O Chefe de Estado destacou a figura de Bolívar como “um gênio da unidade, da superação de intrigas e divisões; ele foi um gênio na construção de diversos corpos do exército”.

Dirigindo-se ao Ministro do Poder Popular para a Defesa, General-em-Chefe Vladimir Padrino López, o presidente explicou o feito de Bolívar de comandar “sete corpos do exército simultaneamente”. Ele enfatizou que Bolívar fez isso “sem WhatsApp, sem telefone, sem satélite” e conseguiu “reduzir a pó milhares de homens melhor armados do que nós, enviados em centenas de navios pelo Rei da Espanha para nos subjugar”. Maduro declarou que eles não podiam então, “nem jamais poderão nos derrotar, venezuelanos”, referindo-se à atual conjuntura internacional que ameaça a Venezuela.

Essas reflexões foram feitas pelo presidente Maduro durante a supervisão do andamento da Rota de Consolidação do Sistema de Governo Comunal e Popular, no bairro de San Blas, em Petare, estado de Miranda.