Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá nesta segunda-feira (05/01) diante de um juiz federal em Nova York, em audiência marcada para as 14h no horário de Brasília (12h no horário local).

A sessão ocorrerá no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, onde ele será formalmente notificado das acusações apresentadas pelo governo dos Estados Unidos.

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Nesta manhã, o líder venezuelano foi visto entrando em um veículo para ser levado à audiência. Segundo a agência de notícias espanhola EFE, o casal será apresentado ao juiz federal Alvin K. Hellerstein, responsável pelo caso.

Maduro foi sequestrado no último sábado (03/01), em Caracas, ao lado de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados, sob custódia, para o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York.

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O processo é parte de um novo indiciamento aberto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 271 milhões) pela captura do líder venezuelano.

 

Como explica o jornal New York Times, audiências iniciais costumam ser breves. Maduro e sua esposa devem se declarar inocentes e o juiz “quase certamente ordenará sua detenção”. Segundo o jornal, a nomeação de um júri para o estabelecimento do julgamento, ainda sem data prevista, pode levar mais de um ano.

Acusação do governo Trump

O governo Trump acusa Maduro de ser chefe de uma rede estatal dedicada ao tráfico internacional de cocaína. As acusações formais incluem narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, porte de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse desse tipo de armamento.

Washington afirma que a estrutura estatal de narcotráfico atuava em parceria com o cartel de Sinaloa, o cartel dos Zetas, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a gangue venezuelana Tren de Aragua, classificada como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) no país.

A acusação, cujo texto está disponível online, diz ainda que Maduro teria agido para “enriquecer a si mesmo e aos membros [do cartel], ampliar seu próprio poder e inundar os Estados Unidos com cocaína, com o objetivo de aplicar os efeitos danosos e viciantes da droga contra americanos”.

A Casa Branca também busca envolver outras autoridades venezuelanas. Além da primeira-dama Cilia Flores, são citados na peça acusatória o ministro do Interior, Diosdado Cabello; o ex-ministro do Interior, Ramon Rodriguez Chacín; e Nicolás Ernesto Maduro, filho do presidente.