Mamdani repudia ataque à Venezuela e sequestro de Maduro: ‘ato de guerra’
Prefeito de Nova York disse que ‘busca descarada’ por mudança de regime ‘impacta diretamente os nova-iorquinos’
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarou oficialmente seu repúdio ao ataque militar promovido pelos Estados Unidos à Venezuela, em operação na qual foram sequestrados o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Segundo o político socialista, que assumiu o cargo na última quinta-feira (01/01), a operação realizada pelos Estados Unidos configura um “ato de guerra” e “uma violação dos direitos federal e internacional”.
“Atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação dos direitos federal e internacional. Essa busca descarada por uma mudança de regime não afeta apenas os que estão no exterior, mas impacta diretamente os novaiorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que chamam esta cidade de lar”, diz o comunicado de Mamdani.
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Na declaração, o prefeito contou que soube através da decisão de que “Maduro ficará preso sob custódia federal aqui em Nova York”, mas não fez maiores comentários a respeito dessa informação.
Em seguida, Mamdani comentou que “meu foco é a segurança deles e a de todos os novaiorquinos, e minha administração continuará monitorando a situação e emitindo orientações relevantes”.

Zorah Mamdani criticou operação dos EUA em território venezuelano
Bingjiefu He / Wikicommons
Socialista Democrático
Mamdani foi eleito como candidato do Partido Democrata, mas na verdade pertence ao movimento Socialistas Democráticos da América (DSA, por sua sigla em inglês), o mesmo do qual faz parte o senador e ex-pré-candidato presidencial Bernie Sanders.
Sua candidatura pelo Partido Democrata foi oficializada quando ele venceu as prévias da legenda, em junho do ano passado, superando o ex-governador novaiorquino Andrew Cuomo por 56,4% a 43,6%.
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Em novembro, na disputa eleitoral regular, Mamdani voltou a vencer Cuomo, que, apesar de ser membro histórico dos Democratas, competiu como candidato independente com apoio declarado do presidente estadunidense Donald Trump, membro do Partido Republicano e do movimento de extrema direita Make America Great Again (MAGA).
Nesse triunfo de novembro, decisivo para sua eleição, o socialista democrático obteve 50,8% dos votos, contra 41,3% do ex-governador.
























