Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

Venezuelanos se mobilizam neste sábado (03/01) em diferentes cidades do país para se posicionar contra os ataques estadunidenses e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro. Foram registrados atos na capital Caracas e outras cidades ao redor do país.

Em Barinas, estado onde nasceu o ex-presidente Hugo Chávez, manifestantes se reuniram na capital de mesmo nome para pedir a permanência de Maduro. Entoando gritos de ordem, os venezuelanos pediram a saída dos Estados Unidos e o fim do bombardeio.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Precisamos do retorno de um presidente democraticamente eleito e que trabalhava com o povo. Fora ianques de merda! Apoiamos o governo e o presidente Maduro. Não vamos deixar que eles decidam o futuro do nosso país”, disse Juan Navid Herrera.

Na capital Caracas, venezuelanos se reuniram ao redor do Palácio Miraflores, sede do poder Executivo, para também prestar apoio à Maduro, e pediram ajuda de outros países para condenar as ações dos EUA.

Mais lidas

“Que viva a Venezuela livre, revolucionária, do nosso líder Hugo Chávez e do presidente Maduro. A comunidade internacional precisa deixar de covardia e assumir uma postura altiva em defesa do nosso povo. Estão massacrando um povo que quer justiça e que luta por moradia e alimentação. Os EUA não são a polícia do mundo”, afirmou Mariele Agustín.

Jaisuri Cortez participou da marcha na capital e afirmou que esse bombardeio afeta a paz e a estabilidade de um país que vivia “em tranquilidade”. De acordo com ela, o período de festas é da virada do ano é muito importante para os venezuelanos e esse bombardeio também é uma forma de afetar a moral do povo.

“Estamos desde cedo nas ruas para pedir a permanência de Maduro, um presidente que esteve com o povo nos momentos mais difíceis, desde as sanções até a pandemia da covid. Ele também conseguiu manter a paz depois de períodos muito duros de ataques não só dos EUA, mas também da extrema direita. Hoje foi a Venezuela, mas já foi Gaza e mais países sentirão isso”, disse.

Venezuelanos se mobilizam em diferentes cidades para se posicionar contra os ataques estadunidenses ao país Foto: Telesur

Cuba condena agressão dos EUA

Com gritos de “Abaixo o imperialismo!”, moradores de Havana, capital cubana, reuniram-se na Tribuna Anti-Imperialista de Havana para condenar as ações de Washington contra a Venezuela e o sequestro de seu presidente Nicolás Maduro, bem como para expressar solidariedade aos venezuelanos.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou veementemente as ações da Casa Branca, descrevendo o ataque e o subsequente sequestro de Maduro e da primeira-dama Cilia Flores como brutais, traiçoeiros, inaceitáveis ​​e vulgares.

Díaz-Canel disse que a terra de Bolívar é “sagrada e um ataque a ela é um ataque a todos os filhos dignos da América, e por ela estamos dispostos a dar nosso próprio sangue e nossa vida”.

“Aqueles que celebram este ato contra uma nação soberana do continente só podem fazê-lo movidos por um ódio que turva seu discernimento”, afirmou, ao mesmo tempo em que instou a comunidade internacional a reforçar sua condenação a esses atos que violam a soberania e a autodeterminação dos povos. Em relação à resposta do povo venezuelano, enfatizou sua capacidade de “sair às ruas e defender sua soberania, democracia e seu presidente, como fizeram em abril de 2002, contra a tentativa de golpe também promovida pelo governo dos EUA”.

(*) Com Brasil de Fato e Telesur.