María Corina entrega a Trump medalha do Nobel; 'pelo trabalho que fiz', diz republicano
Após meses sem diálogo e descarte ao governo interino da Venezuela, presidente dos EUA recebeu opositora na Casa Branca; segundo instituto da premiação, honraria não pode ser 'revogada nem transferida'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu à líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, por presenteá-lo com a medalha do Nobel da Paz de 2025. Ambos se reuniram na Casa Branca na quinta-feira (16/01), em um encontro discreto em que nenhuma das partes detalhou, de imediato, os assuntos que foram postos em pauta.
Tratou-se da primeira conversa bilateral em meses depois que Corina Machado foi indicada ao Nobel, em outubro passado. O jornal norte-americano Washington Post apurou, por meio de fontes próximas aos assuntos da Casa Branca, que Trump teria escanteado a venezuelana no processo de transição em Caracas pelo fato de ter aceito um prêmio cobiçado por ele.
“Foi uma grande honra conhecer María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muitas dificuldades. María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.
President Donald J. Trump meets with María Corina Machado of Venezuela in the Oval Office, during which she presented the President with her Nobel Peace Prize in recognition and honor.🕊️ pic.twitter.com/v7pYHjVNVO
— The White House (@WhiteHouse) January 16, 2026
Em 3 de janeiro, após os ataques ilegais à Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, o republicano disse que Corina Machado não tinha apoio suficiente do povo para liderar a nação sul-americana. Com isso, a então vice-presidente venezuelana, a chavista Delcy Rodríguez, assumiu o regime interino do país.
Trump fez campanha aberta para ganhar o Nobel da Paz em 2025. Em entrevista à imprensa local, chegou a admitir que Corina Machado não deveria ter sido laureada, porém negou que isso tenha influenciado em sua decisão de descartá-la para a Presidência interina da Venezuela.
Nesse cenário, a opositora se ofereceu, também em fala à imprensa norte-americana, que gostaria de “compartilhar” o Nobel com o republicano. No entanto, o instituto responsável pela premiação explicou que a honraria não pode ser “revogada nem transferida” para outra pessoa.
(*) Com Ansa























