Milhares vão às ruas dos EUA contra ameaças de Trump à Venezuela
Movimentos sociais organizam protestos em 65 cidades e denunciam ações 'flagrantemente ilegais', exigindo fim da escalada patrocinada por Donald Trump
Milhares de cidadãos norte-americanos foram às ruas neste sábado (06/12) sob o lema “vamos impedir a guerra antes que ela comece” para rejeitar os planos de agressão imperialista militar de Donald Trump contra a Venezuela.
A mobilização, liderada por uma ampla coalizão de organizações progressistas, denuncia que o governo republicano ”estaria repetindo a criminosa estratégia do passado” ao justificar uma possível intervenção com acusações infundadas sobre tráfico de drogas.
Entre os primeiros grupos a apoiar o protesto estão a Coalizão ANSWER, o Fórum Popular, a Aliança Negra pela Paz, o CODEPINK, o Movimento da Juventude Palestina, o Partido pelo Socialismo e Libertação, os Socialistas Democráticos da América e os Dissidentes. Em um comunicado, os organizadores lembraram que, há 22 anos, os Estados Unidos declararam guerra ao Iraque com base em mentiras e alertaram que a Casa Branca busca replicar essa estratégia contra a Venezuela, com implicações regionais que afetariam todo o Caribe e a América do Sul.
“Trump está contornando inconstitucionalmente uma declaração de guerra do Congresso ou mesmo uma autorização para o uso da força, enquanto o Secretário para Crimes de Guerra, Pete Hegseth, emite ordens flagrantes de ‘matem todos’ e justifica ataques ilegais de ‘tiro duplo’ contra sobreviventes isolados. O mundo inteiro considera tudo isso flagrantemente ilegal e exige paz”, diz a carta.
Segundo os organizadores, cerca de 15.000 soldados norte-americanos foram mobilizados para cercar a Venezuela, além de um grande poderio naval, a um custo superior a um bilhão de dólares. Em resposta a esse posicionamento, a Coalização ANSWER convocou uma mobilização nacional.
NOW IN NEW YORK CITY: No war on Venezuela!
We refuse to believe the lies the Trump administration is using to threaten war against Venezuela. This isn’t about democracy or drugs, just like it wasn’t about “weapons of mass destruction” – the same lie used to justify decades-long… pic.twitter.com/G0Hq05Wxrs
— ANSWER Coalition (@answercoalition) December 6, 2025
“Mas ainda não é tarde para agir! Precisamos impedir essa guerra antes que ela comece. Vamos nos reunir em todo o país neste sábado, 6 de dezembro, para enviar uma mensagem a Trump e ao Congresso: ‘Não à guerra contra a Venezuela!‘”, declararam.
O artigo publicado pelo site norte-americano ANSWER destaca que 70% da população dos EUA se opõe a uma intervenção militar contra a Venezuela. “As pessoas estão percebendo os pretextos absurdos e distorcidos que o governo Trump está oferecendo sobre o narcotráfico, para o qual não apresentou nenhuma prova“, afirma o artigo.
Solidariedade internacional
Enquanto isso, em Havana, Cuba também terá um protesto anti-imperialista neste sábado (06), em frente ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), em apoio à Venezuela e contra o destacamento militar dos EUA no Caribe.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, descreveu a situação como “uma ameaça muito séria ao direito internacional e uma escalada da agressão militar e da guerra psicológica contra o povo e o governo venezuelanos, com consequências incalculáveis e imprevisíveis para a paz, a segurança e a estabilidade na América Latina e no Caribe”.
Segundo o site venezuelano teleSUR, ao longo deste sábado, até o momento, atos de repúdio à ameaça de guerra imperialista dos Estados Unidos estão ocorrendo no Chile, México, Porto Rico, República Dominicana, Espanha, Colômbia e País Basco.























