Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, classificou o ataque dos Estados Unidos contra o país, nesta manhã (03/12), como uma “agressão militar criminosa” e anunciou a ativação plena das capacidades da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) para a defesa do país.

Segundo Padrino, os ataques atingiram Fuerte Tiuna, em Caracas, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo áreas residenciais civis, o que levou o governo a iniciar o levantamento de vítimas. “Caracas, os estados Miranda, Aragua e La Guaira foram atingidos por mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate contra áreas de população civil, para as quais já estamos levantando as informações sobre feridos e mortos”, afirmou.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Ele informou que foi decretado o estado de comoção externa em todo o território nacional, com base na Constituição e nas leis de exceção e de segurança nacional, e que as Forças Armadas iniciarão um desdobramento massivo de meios militares para garantir a defesa integral do país.

Padrino López disse que a Venezuela apresentará uma denúncia formal contra os Estados Unidos nos fóruns multilaterais. “Diante deste ataque vil e covarde, que ameaça a paz e a estabilidade da região, elevamos a mais contundente denúncia à comunidade internacional e a todos os organismos multilaterais para que condenem o governo norte-americano pela flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, declarou.

Mais lidas

O ministro rejeitou a justificativa apresentada por Washington, segundo a qual a operação teria relação com o combate ao narcotráfico, e acusou os EUA de buscar mudança de regime e controle dos recursos estratégicos do país.

“A Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força de sua história libertadora a presença dessas tropas estrangeiras, que por onde passam só deixam morte, dor e destruição. Esta invasão representa o maior ultraje que o país já sofreu, e responde à insaciável cobiça sobre nossos recursos estratégicos”, afirmou.

“Muito longe de uma suposta luta contra o narcoterrorismo, esta ação deplorável busca forçar definitivamente uma mudança de regime e nos submeter aos desígnios espúrios do imperialismo norte-americano, pisoteando o direito inalienável à autodeterminação pelo qual lutaram nossos libertadores e que hoje somos chamados a defender com a mesma dignidade”, acrescentou.

Mobilização militar

Padrino anunciou que a FANB entrará em “prontidão operacional completa”, com mobilização de forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, em articulação com forças policiais e apoio popular.

“Respaldamos irrestritamente o decreto de estado de comoção externa em todo o território nacional e, em consequência, os homens e mulheres da Força Armada Nacional Bolivariana, cumprindo instruções do cidadão Nicolás Maduro Moros, presidente constitucional da República e nosso comandante-em-chefe, desdobraremos todas as nossas capacidades para a defesa integral da nação, o restabelecimento da ordem e da paz”, afirmou.

“Ativaremos em todo o espaço geográfico nacional, e em perfeita fusão popular, militar e policial, a completa prontidão operacional por meio do desdobramento massivo de todos os meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”, disse.

E acrescentou: “sistemas de armas para a defesa integral, com o propósito de assegurar a integração dos elementos do poder nacional na missão de enfrentar as ameaças imperiais, formando um só bloco de combate. A honra, o dever e a história: que o grito da pátria livre retumbe em cada canto”, declarou.

Apelo à unidade e à calma

Em meio à escalada militar, Padrino fez um apelo à população para que mantenha a calma, evite o pânico e preserve a unidade nacional.

“Nesta hora infausta, invoco a coragem que herdamos dos libertadores, que nos ensinaram que a dignidade não se negocia e que a pátria é um valor supremo. Fomos atacados, mas não nos dobrarão. Unidos, soldados e povo, formaremos um muro de resistência indestrutível”, afirmou.

“Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade. Nós, que estendemos a mão na fraternidade, hoje cerramos o punho em defesa do que é nosso. Unamo-nos, porque na união do povo encontraremos a força para resistir e vencer”, disse.

O ministro também advertiu contra o caos interno: “faço um chamado fervoroso à serenidade e à lucidez, a manter a unidade e a calma. O desespero é aliado do invasor. A firmeza é o escudo da pátria. Não cedamos ao pânico que o inimigo quer semear. Evitemos o caos e a anarquia, que são armas tão letais quanto as bombas”.

“Demonstremos ao mundo a fibra de que somos feitos. Sejamos resilientes, mantenhamos a firmeza na adversidade e coloquemos em marcha todos os planos de defesa nacional para os quais viemos nos preparando. A vitória é nossa, porque a razão e a dignidade nos acompanham”, concluiu.