Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, condenou neste sábado (03/01), o “astuto ataque terrorista” dos Estados Unidos com bombas e mísseis contra civis e infraestrutura em Caracas, e pediu calma e unidade entre o povo.

O ministro indicou que a agressão, que ocorreu após 28 semanas de ameaças da administração Trump, buscava gerar desespero na população, embora seus efeitos fossem apenas parciais: “o país está completamente calmo.  Tiveram sucesso parcial no que tentaram com as bombas e mísseis lançados. E digo em parte porque esperavam que as pessoas saíssem talvez selvagens e covardes. Não. Covardes ficaram no passado. Essas pessoas sabem o que precisam fazer”, enfatizou Cabello.

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O ministro enfatizou que o país foi alvo de um “ataque terrorista” dirigido contra seu povo, a pátria, instalações elétricas e a Revolução Bolivariana. Ele enfatizou que o ataque também afetou aqueles que não têm relação com o processo revolucionário, constituindo assim um ataque indiscriminado contra toda a Venezuela. Bombas foram relatadas caindo sobre prédios e locais habitados por civis.

Cabello destacou que as forças militares e policiais, em coordenação com o povo organizado, estão espalhadas por todo o território para garantir a paz e a tranquilidade nacional. O ministro disse que um grupo de militares e policiais realizou intensas patrulhas em Caracas durante a noite e o início da manhã.

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Das ruas de Caracas, Cabello fez um firme apelo à calma e confiança na liderança do Alto Comando Político-Militar. Ele pediu aos cidadãos que não caíssem no desespero nem facilitassem ações contra o “inimigo invasor e terrorista” que ele atacou covardemente. Ele enfatizou que esta não é a primeira batalha enfrentada pelo povo venezuelano, que conseguiu sobreviver a circunstâncias adversas, sempre com a convicção de que sairá vitorioso.

O ministro também convocou a comunidade internacional a se manifestar sobre esse ataque. Cabello alertou que organizações mundiais que permanecerem em silêncio diante desse “massacre” de civis e do bombardeio de áreas habitadas se tornarão cúmplices. “É apenas um chamado à reflexão”, disse ele, aludindo à necessidade de uma postura ética global.

Durante seu discurso, ele destacou que o país permanece em “completa calma”, contradizendo as expectativas dos atacantes, que esperavam uma reação descontrolada. O povo venezuelano, longe de cair na provocação, demonstra sua maturidade e organização. Cabello agradeceu à dedicação dos homens e mulheres que trabalharam incansavelmente para garantir a segurança da cidade.

Além disso, o alto funcionário denunciou que o ataque “astuto e vil” foi perpetrado durante a madrugada, contra um povo adormecido, o que aumenta a covardia da agressão. O ministro instou as organizações políticas do país a emitirem pronunciamentos unificados e a manterem um “alerta” constante.

“Não vamos cair na provocação deles. Não vamos cair no desespero. Que tenhamos toda a nossa fé e, ao final desta batalha, o povo da Venezuela será vitorioso. E ao final desses, desses ataques, venceremos”, concluiu.