Ministro reitera coesão nacional na Venezuela; nas ruas, população exige libertação de Maduro e Flores
Diosdado Cabello declarou total respaldo das forças de segurança ao governo interino de Delcy Rodríguez; 'nós os queremos de volta', afirmam manifestantes
O ministro venezuelano do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que o comando das forças policiais, os líderes das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) e o povo venezuelano permanecem coesos como “uma rocha sólida”.
A declaração foi dada durante o seu programa Con el Mazo Dando, no mesmo dia em que os venezuelanos tomaram as ruas para exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
Cabello afirmou que essa coesão foi demonstrada “mil vezes” e declarou o total respaldo das instituições à presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após o sequestro do presidente Maduro.
Ele criticou duramente os que celebraram o bombardeio contra o país, afirmando que essas posições serão derrotadas pela consciência rebelde do povo venezuelano. “Nosso povo é sábio, por sua dor, por sua raiva, por sua tristeza; e por sua origem rebelde”, destacou.
Venezuelanos nas ruas
Nesta quarta-feira (14/01), milhares de trabalhadores venezuelanos se mobilizaram em Caracas para exigir a libertação do presidente Maduro e da primeira-dama.

Ministro reitera coesão nacional na Venezuela; nas ruas, população exige libertação de Maduro e Flores
TeleSur / X
O ato começou às 11h na Avenida Libertador com palavras de ordem como “Maduro, aguente firme, o povo está se levantando”, “Queremos eles de volta” e “A Venezuela não se renderá”.
A TeleSur conversou com vários manifestantes. O chefe de governo da capital, Nahum Fernández, afirmou que as mobilizações fazem parte de uma estratégia permanente do PSUV: “o mundo ouvirá o testemunho da nossa classe trabalhadora em defesa do presidente operário”.
Anais Herrera, representante do movimento sindical no país, exigiu o retorno de Maduro: “nós os queremos de volta, estamos nas ruas e não vamos descansar”.
Um porta-voz do movimento operário também declarou à agência que a classe trabalhadora exige uma resposta global à ofensiva norte-americana. “Não permitiremos que o imperialismo estadunidense nos arrebate nosso líder bolivariano ou seus companheiros de armas”, afirmou.
Presos libertados
Mais de 400 pessoas detidas foram libertadas, apontou Cabello, ao afirmar que a medida faz parte de um processo para restaurar a paz e a tranquilidade no país.
Ele esclareceu que não foram beneficiados indivíduos condenados por crimes graves como homicídio, tráfico de drogas ou pedofilia, e explicou que indivíduos libertados participaram de ações de desestabilização nacional.
“Hoje, quem lhes dá essa oportunidade na vida não são aqueles que os colocaram nessa situação, é o Governo Bolivariano. São as instituições estatais que estão funcionando”, afirmou.
Ele rememorou vários episódios de violência cometidos por setores extremistas, como tentativa de invasão de 23 de fevereiro, a Operação Gideon de 2 de maio e a tentativa de golpe de 30 de abril.
Ele também rechaçou o que qualificou como “falsa narrativa imperial” a acusação da Venezuela de “narcodemocracia” ou um “Estado repressivo e ilegítimo”, sustentando que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos é se apropriar do petróleo e das riquezas do país. “O mundo já sabe o que aconteceu aqui”, destacou.
























