'Morreremos de botas calçadas': a corajosa defesa dos soldados venezuelanos contra a agressão dos EUA
Vídeo divulgado pelo Exército da Venezuela revela caso de oficial morto em combate durante o ataque dos EUA contra Caracas
O Exército venezuelano divulgou na última quinta-feira (08/01), um depoimento sobre as ações das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) durante a agressão militar autorizada pelo governo dos EUA em território venezuelano, ocorrido na madrugada do último sábado (03/01).
“Vamos sair daqui”, disseram alguns garotos, em uma colina, de acordo com relato de um homem. “Não, vamos morrer com as botas nos pés”, responderam.
O homem se referia a um soldado que, em meio aos bombardeios norte-americanos, tentou entrar em um tanque para operá-lo. Ele foi atingido por uma rajada de tiros e morto no local.
“Ele morreu defendendo seus ideais, morreu como um herói”, diz o homem no vídeo, visivelmente emocionado com o ocorrido.
✊🇻🇪 “Vamos a morir con las botas puestas”: La valiente defensa de los soldados venezolanos a la agresión de EE.UU. https://t.co/caSrkkUwjA pic.twitter.com/bjzItFDxAh
— RT en Español (@ActualidadRT) January 8, 2026
100 venezuelanos mortos
“Nossos combatentes das FANB são o escudo inquebrável da Venezuela. Com o compromisso de defender nossa liberdade e independência, mesmo com nossas próprias vidas se necessário, garantimos a continuidade constitucional de nossa República”, declarou o Exército venezuelano nas redes sociais.
O Ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, afirmou que o número de mortos, causados pelo ataque norte-americano, chega a cem pessoas.
Em seu programa de televisão, transmitido pela estatal Venezoelana de Televisión (VTV), Cabello descreveu o ocorrido como uma “onda de terror” sem precedentes, presenciada inclusive por menores. “Isso não é um ato humano. O que foi feito é desumano”, enfatizou.
Agressão contra a Venezuela
No último sábado, os Estados Unidos lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação culminou com o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
Caracas descreveu as ações de Washington como uma “agressão militar gravíssima” e alertou que o objetivo dos ataques “não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país”.
Maduro declarou-se inocente na última segunda-feira (05/01), em sua primeira audiência perante o Departamento de Justiça dos EUA no Tribunal Distrital do Sul de Nova York, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo. Flores fez o mesmo. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina no mesmo dia.
Diversos países ao redor do mundo, incluindo Rússia e China, pediram a libertação de Maduro e de sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer interferência externa.
“Reafirmamos a inabalável solidariedade da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos sucesso à presidente interina Delcy Rodríguez na resolução dos desafios enfrentados pela República Bolivariana. Por nossa parte, expressamos nossa disposição em continuar prestando o apoio necessário à nossa amiga, a Venezuela”, afirmou Moscou.
























