Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em reunião do Conselho de Segurança, principal instância da Organização das Nações Unidas (ONU), a representação da Rússia classificou como “bandidagem” a agressão militar promovida pelos Estados Unidos na última terça-feira (03/01), que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A declaração foi feita em encontro emergencial realizado nesta segunda-feira (05/01), na sede da ONU em Nova York. O embaixador russo Vasily Nebenzya, disse que “a bandidagem que resultou na morte de dezenas de cidadãos venezuelanos e cubanos, tornou-se, aos olhos de muitos, um prenúncio do retorno à era da anarquia e da dominação militar dos Estados Unidos, do caos e da ilegalidade que continuam a assolar dezenas de países em várias regiões do mundo”.

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“Não há e não pode haver qualquer justificativa para o crime cinicamente cometido pelos Estados Unidos em Caracas”, acrescentou.

Além disso, a representação russa voltou a exigir a libertação imediata de Maduro e Flores, em postura similar à demonstrada pelo Kremlin já no sábado, horas depois do ataque à Venezuela

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“Apelamos à liderança dos Estados Unidos para que liberte imediatamente o presidente legalmente eleito de um Estado independente e sua esposa”, manifestou Nebenzya.

Para completar, o embaixador russo exortou os demais membros do Conselho a “não permitir que os Estados Unidos se estabeleçam como uma espécie de juiz supremo, o único com o direito de invadir qualquer país, determinar a culpa, impor punições e executá-las, independentemente dos conceitos de jurisdição internacional, soberania e não intervenção”.

“Esperamos que essa bandidagem internacional seja em breve submetida a uma avaliação objetiva e completa no âmbito do direito internacional, utilizando os mecanismos universais da ONU e outros fóruns multilaterais”, frisou.

Com informações de RT.