Rússia reforça apoio a Caracas e critica presença militar dos EUA no Caribe
Vice-ministro russo, Sergey Ryabkov, diz que Moscou acompanha tensão com 'grande preocupação' e está 'ombro a ombro com a Venezuela'
Moscou continua acompanhando com “grande preocupação” as tensões em torno da Venezuela e adverte Washington, que mantém seu destacamento militar sem precedentes no Caribe, classificado por Caracas como agressão, contra dar mais um passo em direção a um confronto aberto, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, no domingo (07/12) à agência TASS.
O alto diplomata russo indicou que a abordagem da Casa Branca busca consolidar um “domínio inquestionável” dos Estados Unidos na região, algo que ele descreveu como a “marca registrada” do governo Donald Trump. Ao mesmo tempo, ele observou que a Rússia assinou recentemente um acordo de parceria estratégica e cooperação com a Venezuela.
Riabkov enfatizou que Moscou e Caracas “se apoiam mutuamente em muitas plataformas internacionais”. “Neste momento difícil, estamos ombro a ombro com a liderança venezuelana e esperamos que o governo Trump pare antes que um conflito em larga escala ecloda; nós os instamos a fazê-lo”, afirmou.
Neste sábado (06/12), Trump reiterou que os Estados Unidos começarão a lançar ataques terrestres contra suspeitos de tráfico de drogas da mesma forma que fazem no mar. “Vamos iniciar o mesmo processo em terra, porque conhecemos cada rota, cada casa, sabemos onde eles moram, sabemos tudo sobre eles”, declarou Trump em um evento no Centro Kennedy do Departamento de Estado.
Na terça-feira (02/12), o presidente dos EUA afirmou que esse tipo de ataque terrestre seria realizado contra “qualquer pessoa” que fabrique drogas e as venda para os EUA. “Se elas entrarem por um determinado país ou qualquer outro, ou se suspeitarmos que estejam construindo fábricas para, seja fentanil ou cocaína… Ouvi dizer que a Colômbia, o país da Colômbia, está fabricando cocaína. Eles têm fábricas de cocaína , ok? E depois nos vendem a cocaína. Somos muito gratos por isso. Mas sim, qualquer pessoa que faça isso e venda para o nosso país está sujeita a ataque. Não necessariamente apenas a Venezuela . Não, não apenas a Venezuela, não”, declarou Trump.























