Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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Um comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (08/01) pela Aliança dos Estados do Sahel (AES), bloco formado por países do Sahel africano, criticou o que definiu como “sequestro ilegal” do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.

O documento assinado por Ibrahim Traoré, presidente de Burkina Faso e da AES reforçou que o “uso da força armada por um Estado contra a soberania, a integridade territorial ou a independência política de outro Estado” configura em um ato de agressão, proibido pelo direito internacional.

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De acordo com o comunicado, a Aliança repudiou e lamenta a ação por “parte de um membro permanente do Conselho de Segurança”, enfraquecendo a ordem internacional e ameaçando a estabilidade mundial.

Segundo o documento, a AES “condena o ato grave e contrário do direito internacional”, exige do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma resolução para restaurar a legalidade internacional, e expressa sua solidariedade ao povo venezuelano.

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Leia a nota completa na íntegra

COMUNICADO DA ALIANÇA DOS ESTADOS DO SAHEL (AES) SOBRE O ATAQUE ARMADO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CONTRA A REPÚBLICA BOLIVARIANA DA VENEZUELA

A Aliança dos Estados do Sahel (AES) acompanhou, com grande preocupação, as informações relativas a uma operação militar realizada pelos Estados Unidos da América no território da República Bolivariana da Venezuela, que resultou no sequestro ilegal do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.

A Aliança dos Estados do Sahel (AES) recorda que o uso da força armada por um Estado contra a soberania, a integridade territorial ou a independência política de outro Estado constitui uma interferência inaceitável nos assuntos internos de um Estado soberano e configura um ato de agressão.

A Aliança dos Estados do Sahel (AES), comprometida com a defesa da soberania, da integridade territorial e da independência, condena firmemente esse ato grave e contrário ao direito internacional, especialmente aos princípios fundamentais consagrados pela Carta das Nações Unidas.

A Aliança dos Estados do Sahel denuncia o recurso unilateral ao uso da força, lamenta profundamente essa violação do direito internacional — ainda mais por parte de um membro permanente do Conselho de Segurança — e constata a contínua fragilização da ordem internacional, com consequências nefastas para a estabilidade mundial.

Em consequência, a Aliança dos Estados do Sahel:

  1. Interpela o Conselho de Segurança, principal responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, para que assuma plenamente sua missão nos termos da Carta das Nações Unidas, condenando claramente a ação militar americana e atuando pelo restabelecimento da legalidade internacional;
  2. Reafirma seu compromisso com uma ordem mundial baseada no respeito, na igualdade soberana dos Estados e no estrito cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas;
  3. Expressa sua solidariedade ao povo venezuelano, cuja soberania foi violada por esse ato de agressão.

A Aliança dos Estados do Sahel reitera seu compromisso com o multilateralismo e com o respeito rigoroso ao direito internacional, a fim de garantir a segurança coletiva e a paz internacional.

Feito em Ouagadougou, em 8 de janeiro de 2026.

Capitão Ibrahim Traoré
Presidente de Faso, Chefe de Estado
Presidente da Aliança dos Estados do Sahel (AES)