Partido Comunista da Rússia cria comitê pela libertação de Maduro
Parlamentar Dmitry Novikov fala em ‘solidariedade internacional’ e menciona ‘precedentes de sucesso’, como Nelson Mandela na África do Sul
O Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) anunciou, nesta quarta-feira (28/01), a criação de um comitê público dedicado à luta pela libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.
A iniciativa foi apresentada por Dmitry Novikov, primeiro vice-presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma Estatal (Parlamento russo) e vice-presidente do Comitê Central do PCFR.
Composto por 27 membros que “acreditam firmemente na prevalência de princípios e estão preparados para lutar por eles”, o grupo almeja “a libertação de Nicolás Maduro, com a convicção de que estamos certos”, declarou o parlamentar.
O político enfatizou a necessidade de uma “luta guiada por honra, consciência e princípios”. “Não se trata de dizer: se houver 99% de chance de sucesso, participarei, e se houver apenas 9% de chance, ficarei de fora”, afirmou, ressaltando que a solidariedade deve ser incondicional em batalhas como essa.
Novikov lembrou que existem “precedentes e exemplos de sucesso” que demonstram a viabilidade da libertação de Maduro, como o caso do líder sul-africano Nelson Mandela, que ficou preso por 27 anos devido sua luta contra o apartheid, mas depois de liberto virou presidente da África do Sul.

Nicolás Maduro na Rússia em 2024, para reunião do BRICS
RS/via Fotos Publicas
O parlamentar russo reafirmou o “compromisso inabalável” de sua comissão, assegurando que ela continuará seu trabalho “de forma sistemática e com perseverança constante ao longo do tempo”.
Segundo Novikov, a base do trabalho “reside na profunda convicção de que a solidariedade internacional e a defesa ativa da lei e da justiça são pilares fundamentais”.
Por fim, expressou sua certeza de que, “mesmo nas circunstâncias mais complexas e adversas, a aplicação desses valores pode culminar na obtenção de resultados concretos e tangíveis”.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi sequestrado juntamente com sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, em 3 de janeiro, após as forças estadunidenses bombardearem Caracas e outras partes do país, deixando 100 mortos e um número semelhante de feridos.
Atualmente, Maduro está preso ilegalmente em uma penitenciária de segurança máxima, sob custódia do sistema judiciário dos EUA, enfrentando falsas acusações de tráfico de drogas e armas. Em 5 de janeiro, compareceram a um tribunal federal no Distrito Sul de Nova York, e se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas.
Na Venezuela, a vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina. Já o governo dos EUA, liderado por Donald Trump, diz ter o “controle temporário” do país, enquanto pressiona Caracas em suas decisões políticas e econômicas, especialmente acerca do petróleo.
(*) Com TeleSUR e informações da TASS
























