Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Petróleos de Venezuela (PDVSA) afirmou ter sido alvo de um ataque cibernético para paralisar suas atividades. Em comunicado divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (15/12), a empresa afirma que a ofensiva se soma à “estratégia pública do governo dos EUA para se apropriar do petróleo venezuelano por meio da força e da pirataria”.

Os impactos ficaram restritos aos sistemas administrativos. A produção e distribuição de combustíveis seguem operando normalmente. Segundo o texto, a ação não atingiu áreas operacionais “graças à experiência e à capacidade técnica de seus trabalhadores”.

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“A continuidade operacional da indústria é mantida por meio da implementação de protocolos seguros que permitem suas atividades regulares no fornecimento de produtos no mercado interno, bem como o cumprimento de todos os seus compromissos de exportação”, garante a empresa.

A nota “rechaça categoricamente “a ação desprezível, orquestrada por interesses estrangeiros em cumplicidade com fatores apátridas que buscam violar o direito do país a seu desenvolvimento energético soberano”.

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E lembra que outros ataques contra a PDVSA já ocorreram no passado e que não é a primeira vez que “os Estados Unidos, aliados com setores extremistas, tentam afetar a estabilidade nacional”.

PDVSA denuncia ataque cibernético e acusa Estados Unidos
IkerAlex10 / Wikimedia Commons

‘Quatro mentiras dos EUA’

Em vídeo postado nesta segunda-feira (15/12) na plataforma Telegram, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro elencou o que chamou de quatro mentiras fabricadas pelos Estados Unidos perante a opinião pública internacional: “primeiro, disseram que nós abrimos manicômios e enviamos essas pessoas aos Estados Unidos”.

“Segundo, que enviamos migrantes para lá, quando a verdade é que a ultradireita, por meio do tráfico de pessoas, cobrou grandes quantias de dinheiro para trasladá-los do Chile, do Peru, do Equador e da Colômbia para os Estados Unidos”, acrescentou.

“Em terceiro, afirmaram que enviamos ao seu território uma quadrilha criminosa que nós derrotamos e desmembramos na Venezuela”. E em quarto lugar, que “a Venezuela é um território onde opera o narcotráfico”, afirmou Maduro, lembrando que de acordo com um  informe da própria Administração para o Controle de Drogas (DEA) norte-americana, o país é “uma nação irrelevante em matéria de produção e narcotráfico de entorpecentes”.

Maduro acrescentou que enquanto “o império fabrica ‘fake news’ para buscar pretextos” para atacar o país, a Venezuela defende “grandes verdades”. E finalizou: “a vitória foi, é e será nossa”.

Povo nas ruas

Mobilizações vêm acontecendo em várias regiões nas últimas semanas na Venezuela, informa a estatal VTV. A população protesta contra as ameaças de Washington e, mais recentemente, a apreensão de um navio petroleiro na costa do país, seguida de sanções norte-americanas a outras embarcações que comercializam petróleo venezuelano.

Nesta segunda-feira (15/12), uma grande marcha foi convocada em Caracas em defesa da “unidade popular, da transição ao socialismo e da soberania nacional e contra os ataques constantes promovidos por Washington”.