Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, respondeu com firmeza às ameaças de intervenção militar feitas por Donald Trump. A provocação do presidente dos EUA ocorreu após o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no último sábado (03/01).

Em sua conta no X, o mandatário colombiano anunciou que a partir de agora, “todos os soldados da Colômbia têm uma ordem: qualquer comandante das Forças Armadas que preferir a bandeira dos EUA à bandeira colombiana será imediatamente destituído da instituição por ordem da tropa e minha”. “A Constituição exige que as Forças Armadas defendam a soberania popular”, acrescentou.

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A mensagem do presidente Petro foi uma resposta às críticas de figuras políticas americanas. Petro anunciou que analisaria as palavras de Donald Trump antes de responder à sua “ameaça ilegítima”.

Ele alertou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que suas informações sobre a Colômbia estavam “completamente erradas”. Disse que eram “produto dos interesses de políticos colombianos ligados por laços familiares ou comerciais à máfia e envolvidos com o narcotráfico”, com o objetivo de prejudicar as relações bilaterais.

Além disso, Petro enfatizou que seu nome nunca foi associado ao tráfico de drogas e exigiu que Trump parasse de difamá-lo. “Pare de me difamar, Sr. Trump”, escreveu ele em sua conta no X, observando que em meio século de vida política não há nenhum registro que o ligue a atividades ilícitas.

O presidente colombiano insistiu que a ação de Washington contra a Venezuela carece de fundamento jurídico internacional, o que torna a captura de Maduro um ato arbitrário e contrário aos princípios da Carta das Nações Unidas.

“Não se trata de saber se [o líder venezuelano Nicolás] Maduro é bom ou mau, ou mesmo se ele é um narcotraficante. Nos arquivos do sistema judiciário colombiano, após meio século lidando com as maiores máfias de cocaína, os nomes de Nicolás Maduro e Cilia Flores não constam “, escreveu ele.

“É por isso que rejeito veementemente as declarações de ignorância de Trump. Meu nome não consta em nenhum registro judicial de tráfico de drogas há 50 anos, nem no passado nem no presente. Pare de me caluniar, Sr. Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que emergiu da luta armada e, posteriormente, da luta pela paz do povo colombiano”, acrescentou.

Petro também destacou a necessidade de repensar as alianças internacionais e fortalecer a integração regional. “Os parceiros comerciais precisam mudar, e a América Latina precisa se unir, ou será tratada como serva e escrava”, afirmou. Ele propôs que a prioridade seja uma integração latino-americana mais forte, “com capacidade para compreender, comercializar e colaborar com o mundo inteiro”.

Diversos setores na Colômbia manifestaram seu apoio a Petro, ressaltando que as ameaças de Trump são um sinal da política de agressão que historicamente caracteriza a relação de Washington com a América Latina.

Vale lembrar que as declarações de Trump contra Petro se somam a uma série de ataques e acusações anteriores, nas quais o presidente dos EUA já havia insinuado ligações do governo colombiano com o narcotráfico.