Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Um navio da companhia norte-americana Chevron zarpou neste domingo (21/12) da Venezuela com destino ao Texas, nos Estados Unidos, transportando 500 mil barris de petróleo venezuelano.

A travessia do navio Canopus Voyager pelos mares caribenhos foi informada no Telegram da vice-presidente  e ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez. Ela disse que o envio está sendo realizado “com estrita observância das normas e em cumprimento dos compromissos assumidos por nossa indústria petrolífera”.

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“A Venezuela sempre foi e continuará sendo respeitosa da legalidade nacional e internacional. Nada nem ninguém deterá a nossa pátria em seu caminho de avanço e vitória”, afirma a mensagem que acompanha um vídeo com imagens da embarcação no mar.

O governo venezuelano destaca que o envio faz parte dos acordos vigentes com a Chevron, que mantém operações no país sob o marco da legislação venezuelana e de convênios internacionais.

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No vídeo, um trabalhador venezuelano acompanha operação e informa o volume da carga, a identificação do navio da Chevron e o destino final, no estado do Texas.

Petroleiro da Chevron parte da Venezuela em direção aos Estados Unidos
Reprodução vídeo / Telegram Delcy Rodríguez

Apreensões no final de semana

A operação ocorre após uma nova apreensão da Guarda Costeira norte-americana de um petroleiro que transportava petróleo do país sul-americano em águas caribenhas. No último sábado, os Estados Unidos apreenderam o Centuries, petroleiro supostamente carregado para um comerciante chinês, informa The New York Times.

A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez descreveu o novo ataque como um “grave ato de pirataria”. “Esses atos não ficarão impunes e exercerão todas as ações correspondentes, incluindo a denúncia perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, outras organizações multilaterais e os governos do mundo”, advertiu em comunicado oficial.

A Guarda Costeira também tentou interceptar, neste domingo (21/12) e sem sucesso até o momento, o petroleiro Bella 1, com bandeira panamenha e sob sanção estadunidense desde o ano passado, pelo transporte de petróleo iraniano. A embarcação, que ainda não havia entrado em águas venezuelanas e não estava sob escolta naval, conseguiu fugir do cerco pelo Atlântico.

Em 10 de dezembro, os EUA apreenderam o Skipper, petroleiro escoltado até Galveston, no Texas.