Petrolífera russa afirma continuidade de atividades na Venezuela após ameaças de Trump
Empresa estatal Zarubezhneft disse que busca 'realizar projetos conjuntos a expandir a cooperação industrial e tecnológica' com país sul-americano
A empresa russa estatal Zarubezhneft, responsável pela administração dos ativos prolíficos na Venezuela, emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira (13/01) reafirmando que continuará exercendo suas atividades no país sul-americano.
A principal gestora dos ativos energéticos de Moscou em território venezuelano enfatizou que permanecerá no país “concentrando-se no desenvolvimento sustentável de projetos conjuntos de produção de petróleo, infraestrutura e uma resposta eficaz aos desafios emergentes”.
A divulgação da declaração ocorreu após o presidente Donald Trump realizar uma operação militar em Caracas, que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas.
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Além disso, a empresa afirmou que busca “realizar projetos conjuntos a expandir a cooperação industrial e tecnológica com base nos princípios da igualdade, do respeito mútuo à propriedade e da proteção dos investimentos”, afirmou a petroleira.
De acordo com a agência de notícias russa TASS, em 2025 a Rússia e a Venezuela consolidaram sua visão de longo prazo para a cooperação bilateral ao assinarem um acordo de parceria estratégica. O documento estabelece uma abordagem abrangente para a cooperação no setor de energia.
Segundo o comunicado, o acordo prevê desde a exploração e o desenvolvimento conjuntos de novos campos de petróleo e gás até o aumento da eficiência da produção, a redução dos impactos ambientais e a expansão das transações comerciais e econômicas em bases mutuamente benéficas.
Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump vem pressionando executivos do setor petrolífero com a proposta de oferecer cerca de US$ 100 bilhões para a exploração dos recursos energéticos da Venezuela. No entanto, as empresas teriam se recusado a assumir novos investimentos diante da atual crise aberta no país e do histórico de expropriações promovidas pelo Estado venezuelano.























