Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Os mercados internacionais de petróleo iniciaram a semana em baixa após o ataque dos Estados Unidos na Venezuela e as promessas do presidente norte-americano, Donald Trump, de abrir o setor petrolífero venezuelano às grandes companhias do setor.

Na manhã desta segunda-feira (05/01), os preços recuaram antes de esboçar uma leve recuperação. Por volta das 6h05 (horário de Brasília), o barril do Brent caía cerca de 1%, sendo negociado próximo de US$ 60. Às 8h, o movimento se inverteu parcialmente, com alta de 0,13%, a US$ 60,83. Por volta das 10h20, o preço subiu 0,71%, sendo cotado a US$ 61,18.

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O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, seguiu uma trajetória semelhante. Recuou cerca de 1% no início do dia, a aproximadamente US$ 56; depois subiu 0,30%, alcançando US$ 57,49 e, por volta das 10h15, avançou em 0,98%, sendo negociado a US$ 57,82.

Neste domingo (04/01), após o ataque à Venezuela, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que manterá a produção mundial da commodity estável.

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Chevron

Em coletiva de imprensa neste sábado (03/01), Trump afirmou que seu governo controlaria a produção de petróleo pertencente à estatal venezuelana PDVSA. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e 80% de sua produção é destinada à China.

O presidente norte-americano, no entanto, disse que abrirá espaço para investimentos de grandes empresas petrolíferas norte-americanas, visando a “recuperação” do que classificou de “infraestrutura degradada” do setor.

Preço do petróleo cai na abertura das bolsas, após ataque dos EUA na Venezuela
IkerAlex10 / Wikimedia Commons

Frente às ameaças de Trump de controlar o petróleo venezuelano, as ações da norte-americana Chevron, que mantêm operações no país, avançou em cerca de 10%. Empresas como a ConocoPhillips e a Exxon Mobil também registraram valorização.

Após o ataque dos Estados Unidos, o porta-voz da Chevron disse que a empresa “continua focada na segurança e bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Continuamos operando em total conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes.”

Shell e BP

Segundo The Telegraph, companhias europeias, como a Shell e a British Petroleum (BP) estão se preparando para voltar à Venezuela. Segundo Ashley Kelty, do banco de investimentos Panmure Liberum, ouvido pela reportagem, as grandes empresas europeias ficariam excluídas em um primeiro momento, mas seriam convidadas a distribuir os riscos dos investimentos. Neste caso, empresas como Shell e BP seriam a primeira escolha.

Entre os planos da Shell, informa o jornal britânico, consta a exploração do Campo Dragón, situado entre a Venezuela e as ilhas de Trinidad e Tobago, com reservas de gás estimadas em cerca de 120 bilhões de metros cúbicos e uma expectativa de US$ 500 milhões por ano durante três décadas.