Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou veementemente nesta terça-feira (06/01) o sequestro e o tratamento dado a Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, classificando a ação dos Estados Unidos como arbitrária.

Petro rejeitou a criminalização de Flores por seus laços familiares, comparando-a a doutrinas de perseguição coletiva. Em sua conta no X, questionou: “E como o caso de Cilia Flores não pode ser chamado de sequestro, já que a acusação é de ser esposa de Maduro? Que tipo de barbárie é essa? Desde quando a responsabilidade pelo crime é coletivizada nos EUA? Onde está o feminismo global?”.

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Em sua audiência de segunda-feira (05/01) no Tribunal Distrital do Sul de Nova York, Flores apareceu com hematomas sob o olho, um curativo na testa e precisou de apoio de um agente federal para se locomover, segundo relatos.

De acordo com o New York Times, o advogado de Flores, Mark Donnelly, afirmou ao tribunal que ela sofreu “ferimentos significativos” durante o sequestro. Donnelly detalhou que ela pode ter uma fratura e uma possível contusão grave nas costelas, necessitando de avaliação médica.

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As acusações contra Maduro e Flores

O governo dos EUA acusa Maduro de crimes como conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas em apoio a atividades criminosas — em resumo, de liderar o suposto “Cartel dos Sóis”.

Maduro e Flores também são acusados de colaborar com organizações designadas como terroristas pelos EUA, como cartéis mexicanos. As acusações podem levar a penas de 20 anos até a prisão perpétua.