Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio declarou neste domingo (04/01) que os Estados Unidos trabalharão com as atuais lideranças da Venezuela caso tomem “a decisão correta”, sem descartar a possibilidade de impor maior pressão sobre a nação. A posição foi dada ao programa Face the Nation, do canal CBS News, um dia depois que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por Washington e levados para um centro de detenção no Brooklyn, em Nova York.

“Vamos avaliar tudo o que fizerem, e vamos ver o que farão”, disse Rubio. “Eu sei de uma coisa: se não tomarem as decisões corretas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir que os nossos interesses sejam protegidos”.

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No dia anterior, a Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça determinou que a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez “assuma e exerça, em caráter interino”, todos os poderes, deveres e faculdades inerentes ao cargo do Executivo, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação.

Durante a entrevista, o chefe da diplomacia norte-americana destacou que as forças armadas dos Estados Unidos serão mantidas ao redor da Venezuela para controlar e impedir a entrada e saída de petroleiros sujeitos às sanções de seu país.

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A grande força naval dos EUA permanecerá “até que vejamos mudanças, não apenas para promover o interesse nacional dos Estados Unidos, que é o número 1, mas também para levar a um futuro melhor para o povo da Venezuela”, disse Rubio, alegando querer que “o narcotráfico cesse”. 

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio afirma que Washington poderá trabalhar com lideranças venezuelanas desde que tomem ‘decisões corretas’
Wikimedia Commons/Embassy of the United States of America to Italy

No sábado (03/01), em declaração à imprensa, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela até a transição de governo. Além disso, deixou claro os seus interesses ao afirmar que controlará as reservas de petróleo de Caracas, e que a indústria petrolífera venezuelana “ganharia muito dinheiro” com as coordenadas da sua nação por trás.

“Vamos fazer com que nossas grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, entrem lá, gastem bilhões de dólares, consertem a infraestrutura muito quebrada, a infraestrutura petrolífera, e começam a gerar dinheiro para o país”, disse o republicano.