Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Rússia denunciu, nesta segunda-feira (15/12), a “aberta pressão política e chantagem militar” imposta pelos Estados Unidos à Venezuela e expressou “solidariedade ao povo venezuelano”.

Durante a abertura do III Fórum da Juventude Russo-Venezuelana, Alexander Shchetinin, diretor do Departamento para a América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, declarou apoio “às políticas do governo de Nicolás Maduro”.

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Segundo o representante de Moscou, as medidas adotadas pelo presidente venezuelano “visam proteger os interesses nacionais e a soberania da pátria”.

Shchetinin também declarou que a Rússia “certamente está oferecendo o apoio político necessário ao povo venezuelano durante este período desafiador”, citando o acordo de parceria estratégica assinado por Maduro e o presidente russo, Vladimir Putin, em maio passado.

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Segundo Moscou, medidas adotadas por Maduro “visam proteger interesses nacionais e soberania da pátria”
Anatoliy Medved/Kremlin

“Acreditamos que o bom senso deve prevalecer e que uma solução racional e justa será encontrada para resolver a crise atual”, acrescentou, citado pela agência TASS.

No evento, o funcionário foi questionado sobre uma possível mediação da Rússia para o conflito ou mesmo conversas entre Moscou e Washington sobre a crise. Shchetinin respondeu que o contexto “serve como uma forte motivação para a tomada de decisões prudentes”.

Desde agosto passado, os EUA mantêm uma força militar significativa na costa da Venezuela, bombardeiam navios na área e acusam Nicolás Maduro, sem apresentar provas, de liderar um cartel de drogas. Os ataques dos EUA na região já resultaram em mais de 80 mortes.

Entretanto, o presidente do país latino-americano explica que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma “mudança de regime” para se apoderar da imensa riqueza petrolífera e de gás da Venezuela.

A Rússia, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e os governos da Colômbia, México e Brasil condenaram as ações norte-americanas. Especialistas descrevem os ataques a embarcações como “execuções extrajudiciais” que violam o direito internacional.

(*) Com Rt en español