Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo da Rússia publicou um comunicado oficial neste sábado (03/01) em repúdio ao ataque perpetrado pelas forças militares dos Estados Unidos no território da Venezuela, que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

Na nota, Moscou exigiu que Washington esclareça “imediatamente” o ocorrido, e qualificou o caso como “uma violação inaceitável da soberania de um Estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito internacional”.

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A Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer intervenção destrutiva, muito menos militar, vinda do exterior”, ressaltou o Kremlin, acrescentando que Washington utilizou “desculpas insustentáveis” para justificar os ataques contra o país latino-americano.

Ver | Venezuela denuncia agressão militar dos Estados Unidos e declara emergência

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Segundo o governo russo, “A animosidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo comercial e a vontade de construir relações de confiança e previsibilidade”.

“A América Latina deve permanecer uma zona de paz, como proclamado em 2014”. Reiteramos nossa solidariedade ao povo venezuelano e nosso apoio à linha de frente de sua liderança bolivariana, que visa defender os interesses nacionais e a soberania do país”, concluiu Moscou.

Cuba denuncia ‘terrorismo de Estado’

Por sua parte, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, qualificou a ação militar norte-americana como um “ataque criminoso” e afirmou que “nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada”.

Através de seus perfis nas redes sociais, Díaz-Canel disse que os ataques de Washington são uma ação de “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, e exigiu uma “resposta urgente da comunidade internacional”.

Por sua parte, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, condenou veementemente a agressão militar, e frisou que “os bombardeios e atos de guerra contra Caracas e outros locais do país são atos covardes contra uma nação que não atacou os Estados Unidos nem qualquer outro país”.

Governo da Rússia repudiu sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa
Governo da Venezuela

Chile, Irã e Turquia também se manifestaram

Também através das redes sociais, o presidente do Chile, Gabriel Boric, manifestou sua “preocupação e condenação às ações militares dos Estados Unidos na Venezuela”, e fez um apelo “por uma resolução pacífica da grave crise que afeta o país”.

“O Chile reafirma seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio da violência ou da interferência estrangeira”, acrescentou.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um comunicado a respeito da agressão militar perpetrada pelo governo dos Estados Unidos em território venezuelano.

“A República Islâmica do Irã condena veementemente o ataque militar dos Estados Unidos a Caracas e a grave violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, afirma a nota.

Por sua parte, o governo da Turquia se manifestou através de uma mensagem do diplomata Cemil Ertem, que é assessor-chefe do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Segundo Ertem, o ataque dos Estados Unidos configura “um ato de pirataria imperial”, e que o governo da Turquia “está ao lado do povo venezuelano e do presidente Maduro”.

“Essa ação de ‘bandoleiros não pode ficar impune”, concluiu o assessor turco, em sua mensagem.

Com informações de TeleSur e RT.