Sábado, 17 de janeiro de 2026
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A Rússia reiterou o apoio político e diplomático à Venezuela durante o encontro nesta sexta-feira (09/01), entre o Ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, e o embaixador russo em Caracas, Sergey Melik-Bagdasarov.

Eles discutiram a crise no país após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado (03/01), que deixou 100 mortos, culminando no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. O representante do Kremlin reiterou a solidariedade do presidente russo Vladimir Putin ao povo venezuelano e às suas instituições.

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Em comunicado publicado no Telegram, o chanceler Yván Gil relatou que eles concordaram sobre “a defesa do diálogo, da diplomacia e do respeito às normas internacionais e da soberania dos povos como única via para garantir relações bilaterais e internacionais construtivas”.

O embaixador de Moscou em Caracas reiterou o repúdio do Kremlin ao uso unilateral da força pelos Estados Unidos, reafirmando a necessidade de preservar o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas.

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Rússia reitera apoio à Venezuela durante encontro diplomático em Caracas
Yván Gil / Telegram

Cooperação

Os diplomatas também debateram projetos em curso de cooperação bilateral entre os dois países em áreas como energia, defesa, tecnologia e saúde, confirmando que as ações continuarão em andamento.

O embaixador Melik-Bagdasarov afirmou que Moscou acompanha com atenção as tensões na região caribenha e condena as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, contra a Colômbia e o México, classificando-as como um risco à paz mundial.

Desde o ataque no sábado passado (03/01), o Kremlin vem reiterando seu apoio a Caracas. Durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ocorrida na segunda-feira (05/01), a representação de Moscou classificou a agressão norte-americana de “bandidagem”, lamentando a morte dos venezuelanos e cubanos.

Moscou disse ainda aos demais países da ONU que o ataque é “um prenúncio do retorno à era da anarquia e da dominação militar dos Estados Unidos, do caos e da ilegalidade que continuam a assolar dezenas de países em várias regiões do mundo”.