Sem dar detalhes, Trump confirma conversa por telefone com Maduro
Telefonema sigiloso entre presidentes dos EUA e da Venezuela ocorreu há uma semana e foi revelado pelo New York Times na última sexta (28)
Em entrevista a meios locais, neste domingo (30/11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que houve conversa por telefone com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.
Perguntado diretamente sobre se houve uma conversa por telefone recentemente, o mandatário norte-americano disse: “eu não quero comentar sobre isso, mas resposta é ‘sim’”.
A declaração confirma uma informação que foi revelada em matéria publicada na sexta-feira (28/11) pelo jornal The New York Times (NYT), e que, na verdade, se referia a um telefonema ocorrido na semana anterior.
A matéria do NYT está baseada em relatos de duas fontes de dentro da Casa Branca, que falaram em condição de anonimato, e que não detalharam o dia exato em que a conversa se realizou, disseram apenas que foi acompanhada por assessores de política internacional da Casa Branca, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio.
As fontes do NYT também disseram que Trump e Maduro teriam cogitado um possível encontro presencial, mas não chegaram a agendar uma reunião.

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Daniel Torok / Casa Branca
Relações ainda tensas
Segundo o NYT, a conversa não atenuou o cenário de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, e destacou que, dias depois da ligação, Rubio voltou a apontar Maduro como suposto líder de um grupo chamado Cartel de los Soles, que Washington alega ser uma “quadrilha narcoterrorista”.
Por sua parte, Caracas afirma que o tal cartel é “uma organização que não existe”, inventada pelo país norte-americano para justificar as agressões no Mar do Caribe e as ameaças ao seu governo.
Nesta quinta-feira (27/11), Trump falou sobre o conflito com a Venezuela e frisou que seu país poderia realizar operações terrestres no país sul-americano “muito em breve”.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, respondeu nesta sexta-feira (28/11) dizendo que seu país está pronto para o combate.
“Nós estamos prontos, dispostos a dar resposta a qualquer agressão contra o povo da Venezuela, contra sua soberania, contra sua integridade territorial”, disse o chefe da pasta.
Com informações do The New York Times.























