Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O Senado dos EUA bloqueou, por um voto, na quarta-feira (14/01), uma resolução que obrigaria o presidente Donald Trump a obter autorização do Congresso para ações militares na Venezuela. A votação apertada, de 51 a 50, só foi possível após o voto de desempate do vice-presidente JD Vance, que como presidente do Senado compareceu ao Capitólio para apoiar o governo.

A iniciativa, baseada na Resolução sobre Poderes de Guerra, foi uma resposta direta ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças americanas no dia 3 de janeiro – um ato que gerou alarme em setores do Congresso.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Os líderes republicanos conseguiram apoio suficiente para sua manobra processual de derrubar a resolução depois que os senadores Josh Hawley, do Missouri, e Todd Young, de Indiana, mudaram de posição e se juntaram ao esforço para impedir que ela fosse votada.

Hawley e Young faziam parte de um grupo de cinco republicanos (Rand Paul do Kentucky, Lisa Murkowski do Alasca e Susan Collins do Maine) que, na semana passada, juntaram-se a todos os democratas no apoio à medida que visa limitar os poderes de guerra do presidente.

Mais lidas

Por sua vez, tal mudança provocou uma reação negativa de Trump. Em uma publicação nas redes sociais, ele condenou a “estupidez” dos senadores republicanos e disse que eles deveriam perder seus assentos no Congresso. Autoridades da Casa Branca e líderes do Partido Republicano vinham pressionando os cinco senadores dissidentes a mudarem seus votos.

A votação, apertada em 51 a 50, impediu o avanço da medida depois que o vice-presidente JD Vance foi ao Capitólio para dar o voto decisivo a favor do Poder Executivo

A votação, apertada em 51 a 50, impediu o avanço da medida depois que o vice-presidente JD Vance foi ao Capitólio para dar o voto decisivo a favor do Poder Executivo
Scrumshus / Wikimedia Commons

Segundo o New York Times (NYT), na terça-feira (13/01), o senador James R. Risch, republicano de Idaho e presidente da Comissão de Relações Exteriores, solicitou à Casa Branca, por meio de uma carta, a confirmação do fim da Operação Absolute Resolve e de que “militares norte-americanos não estão mais envolvidos em hostilidades na Venezuela”.

Em resposta enviada na manhã de quarta-feira, o Secretário de Estado Marco Rubio enfatizou o escopo limitado da operação e garantiu a Risch que “atualmente não há forças armadas dos EUA na Venezuela”. Ele também afirmou que o Congresso seria notificado sobre quaisquer novas ações, ”de acordo com os requisitos da Resolução sobre Poderes de Guerra”.

A resolução foi liderada pelos democratas Tim Kaine, Adam B. Schiff e Chuck Schumer, com o apoio do republicano Rand Paul. Se aprovada, ela teria determinado “a retirada das forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades dentro ou contra a Venezuela que não foram autorizadas pelo Congresso”.

A derrota aconteceu após duas outras tentativas de reafirmar a autoridade do Congresso em assuntos de guerra no ano passado, no Senado.

De acordo com o NYT, Paul, o único republicano a co-patrocinar a resolução, disse que também conversou com Trump, mas não se convenceu. Ele criticou os líderes do partido por “jogarem sujo” e acusou o governo de enganar os legisladores. “Ah, é uma operação antidrogas. Ah, estamos atrás de drogas. Ah, não são drogas, agora é petróleo”, disse ele. “Então veja, a troca de isca já aconteceu”.