Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O fato de o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro terem ocorridos neste dia 3 de janeiro criaram automaticamente uma associação com duas outras intervenções norte-americanas em países estrangeiros realizadas na mesma data.

Uma delas foi promovida pelo mesmo presidente, Donald Trump, no ano de 2020, quando os Estados Unidos bombardearam o Aeroporto Internacional de Bagdá, na capital do Iraque, onde estava o general iraniano Qassem Soleimani, um dos principais comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica (GRI).

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Aquele ataque em 3 de janeiro de 2020 ocorreu no último ano daquele primeiro mandato presidencial de Trump, semanas antes o início da campanha na qual tentaria sua reeleição como presidente dos Estados Unidos – mas que terminaria com sua derrota diante do opositor Joe Biden.

Desde então, Soleimani é considerado um dos maiores mártires do Irã. Seu funeral reuniu mais de um milhão de pessoas em Teerã e provocou manifestações simultâneas em várias outras cidades do país, se tornando a segundo maior procissão fúnebre da história do país, atrás apenas da realizada em 1989, para o aiatolá Ruhollah Khomeini.

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Manuel Noriega e Qassem Soleimani
Wikimedia Commons / IRNA

Noriega

A outra efeméride protagonizada por forças intervencionistas dos Estados Unidos em um 3 de janeiro ocorreu em 1990, no Panamá, com a operação militar que resultou na prisão do então ditador Manuel Noriega, que governava o país centro-americano desde agosto de 1983.

Vale recordar, contudo, que Noriega assumiu o poder apoiado pelos Estados Unidos, mas acabou perdendo esse respaldo durante anos depois, e foi acusado de vínculos com o narcotráfico.

A ação que levou à sua captura foi promovida pelo governo de George H. Bush (1989-1993), pai de George W. Bush (2001-2009), ambos líderes do Partido Republicano.

Noriega foi condenado por associação com o narcotráfico em 1992, por decisão da Justiça dos Estados Unidos. Recebeu pena de 40 anos de prisão, mas ficou preso no país norte-americano até 2009, quando foi extraditado para a França, onde passou a cumprir outra pena relacionada a crimes financeiros.

Em 2011, Noriega retornou ao Panamá, onde ficou em prisão domiciliar até a sua morte, em 2017.