Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as Forças Armadas dos EUA começarão a atacar alvos terrestres na América Latina sob o pretexto de combater cartéis de drogas, em meio a repetidas agressões do país contra a Venezuela, no Caribe.

“Agora faremos isso em terra. Porque é muito mais fácil por terra”, disse ele durante um discurso em Mount Pocono, Pensilvânia, abordando os repetidos ataques a supostos barcos de entorpecentes no Caribe e no Pacífico.

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“Eles estão tendo muita dificuldade em conseguir pessoas que queiram tripular esses barcos. Ninguém quer mais pescar também. Acho que destruímos o mercado de barcos”, gabou-se o presidente dos Estados Unidos. “Pense nisso”, acrescentou, antes de propor os ataques terrestres.

Agressão dos EUA no Caribe, em resumo

Desdobramento militar: desde agosto passado, os EUA mobilizaram uma força militar significativa na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta contra as drogas. Washington posteriormente anunciou a ‘Operação Lança do Sul’, com o propósito oficial de “eliminar narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os EUA “das drogas que estão matando” seus cidadãos.

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Operações letais: como parte dessas operações, bombardeios foram realizados contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, matando mais de 80 pessoas e sem evidências de que realmente estivessem traficando narcóticos.

Acusações e recompensa: Washington acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de liderar um cartel de drogas sem apresentar provas e dobrou a recompensa por sua captura.

Posição de Caracas: Maduro denuncia que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma “mudança de regime” para tomar a imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.

Falta de apoio: a ONU e a própria DEA apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para o solo dos EUA, já que mais de 80% das drogas usam a rota do Pacífico.

Condenação internacional: Rússia, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e os governos da Colômbia, México e Brasil condenaram as ações dos EUA. Especialistas chamam os ataques a barcos de “execuções sumárias” que violam o direito internacional.